Minho

“Episódio de violência gratuita, que não pode ser visto de forma isolada”

AAssociação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) manifestou, esta quarta-feira, “a sua total solidariedade para com os profissionais do Centro Hospitalar do Médio Ave que foram agredidos no interior do Serviço de Urgência da unidade hospitalar”. Em comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso, o sindicato aponta que se tratou de um “episódio de violência gratuita” que “não pode ser visto de forma isolada”.

Os acontecimentos preocupam a ASPP/PSP e devem “ser motivo de reflexão por parte da Direção Nacional da PSP e dos responsáveis políticos já que torna evidente e publica a falta de meios humanos e materiais”.

No entender da Associação Sindical, “esta situação complexa, com a PSP a ser acusada publicamente de demora em acorrer à unidade hospitalar onde decorriam as agressões, lesa a instituição, mina a sua credibilidade, coloca os profissionais expostos à crítica pública – com o seu profissionalismo colocado em causa sem que tenham qualquer responsabilidade na incapacidade de resposta à ocorrência”.

“O constante impedimento de saída de profissionais para a pré-aposentação e consequente envelhecimento do efetivo, a falta de candidatos, o abandono da profissão (nos últimos anos centenas de polícias abandonaram a carreira) continuam, a par de episódios semelhantes ao que aconteceu no Centro Hospitalar, a ser problemas que não se podem esconder”, termina a nota.

Recorde-se que, na madrugada de ontem, um grupo entrou “de forma agressiva” no Serviço de Urgência do Hospital de Vila Nova de Famalicão, acompanhando uma mulher.

“Quando solicitados a acalmarem-se pelo elemento de segurança, agrediram-no com violência, forçaram a entrada no serviço e, quando de novo lhes foi pedida calma, agrediram os profissionais de saúde que se aproximaram, tendo provocado ferimentos com alguma gravidade em dois profissionais”, ficou descrito num comunicado do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA).

Agora, a PSP tem em curso diligências para obter indícios que “permitam identificar os autores das agressões e dos danos, de forma a que sejam criminalmente responsabilizados”.

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