Uma visita às obras do FelizMENTE Lar, em Gualtar, Braga, uma unidade para a terceira idade do grupo Centro Social Vale do Homem, sediado em Vila Verde, permitiu ao presidente da direção fazer um ponto da situação daquele que apelida como “o melhor lar do concelho de Braga”. Segundo Jorge Pereira, o edifício deverá abrir portas a 1 de Agosto, com capacidade para 50 pessoas e um conjunto de valências inovadoras na região.
“A obra está em três fases, uma totalmente pronta, outra em fase final e uma terceira mais atrasada, mas a empresa garante que vai respeitar os prazos”, começou por dizer Jorge Pereira justificando, depois, as caraterísticas únicas desta unidade: “está pensado para ter as novas tecnologias e as novas respostas para os seniores, como por exemplo, uma piscina ativa, parecida com as termas que depois iremos colocar à disposição de outras instituições a começar pelas de Gualtar”.

Um centro de reabitação motora é outro dos ‘exclusivos’ do lar: “terá um ginásio, fisioterapia, spa, massagens, banho vichy e hidromassagem que trabalha também os sentidos, como o olfato, a luz, as cores, a audição”. Segundo Jorge Pereira, numa segunda fase, este centro irá também estar disponível para a comunidade, no excedente de horários.

O FelizMENTE lar terá uma sala multissensorial a pensar em pessoas com demência. “Com o aumento da qualidade de vida, haverá também mais pessoas com demências, nós queremos que os nossos utentes tenham a melhor qualidade de vida mesmo não tendo demências, sabendo que mais tarde ou mais cedo as possam vir a ter”.
Aumento do custo da obra
Totalmente financiado com crédito bancário, a obra irá ficar nos quatro milhões de euros, um aumento em relação à previsão inicial, justificado por Jorge Pereira, “com o aumento dos custos dos materiais, da mão de obra e sabemos que o custo do mobiliário, também, irá disparar”.

Em relação ao projeto inicial, uma parceria entre a Junta de Freguesia de Gualtar, a Câmara de Braga e o CSVH, foi acrescentado um parque de estacionamento e mais um piso depois de “um vizinho ter cedido um terreno junto ao edifício”. Esta obra foi submetida ao PRR num valor de 1,7 milhões de euros.
