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Festival ‘Vira Pop’, em Caldelas, de regresso e com entrada paga

O Festival ‘Vira Pop’, em Caldelas, está de regresso numa edição mais curta, só com um dia, e, pela primeira vez, terá entrada paga. O bilhete custa 15 euros e já está à venda. Por isso, a logística irá ser ligeiramente diferente. Um dia, um só palco, o recinto todo vedado e sete atos musicais.

Bandua, Diogo+Moreno Ácido, Império Pacífico, Sensible Soccers, Pauliteiros de Miranda e Yakuza são os nomes confirmados de um festival que João Araújo da organização, a cargo da Associação Festas e Moinhos, apelida de “transição. Estávamos num crescendo antes da pandemia. Agora sentimos necessidade de dar um passo atrás para consolidar o festival, tendo em vista o seu futuro”.

A música eletrónica continua a dominar e o lado mais folclórico do festival, uma das suas imagens de marca, é dado, este ano, pelos Pauliteiros de Miranda. “Fizemos magia com os recursos que temos” e por isso, “a sustentabilidade económica do festival, juntamente com a ambiental, é fundamental”. Daí a organização avançar com a entrada paga.

O festival continua a ter uma área de campismo, ainda que mais limitada por ser só um dia, terá uma área de restauração e o recinto será todo vedado. “Teremos uma entrada e saída únicas, controlada através de uma pulseira”, referiu, ainda, João Araújo.

Para o organizador, “queremos atrair novos públicos a uma região que foi perdendo pessoas e que está, outra vez, a recuperá-las”.

O presidente da câmara reconheceu que “se não fosse a pandemia, o festival tinha dado um salto de grande qualidade”. Ainda assim, “é uma iniciativa com pernas para andar, com um conceito específico enquadrado num ambiente belíssimo”, acrescentando Manuel Moreira: “é um festival que vai marcar a região e a vizinha Espanha”.

Para o autarca, os 10 mil euros de apoio, “podem ser reforçados no futuro, porque reconheço que é pouca para um festival como o ‘Vira Pop'”.

Para o presidente da União de Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos, “tivemos, este ano, que recomeçar com os processos todos” elogiando um certame que “é mais do que um festival de música, é uma mistura de festa com música, seja ela eletrónica ou mais popular”.

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