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‘Cordão Humano Pela Saúde de Portugal’ marcado para 7 de julho em Lisboa

Perante o caos que se vive no SNS, perante o encerramento sistemático dos Serviços de Urgência de Norte a Sul do país, perante a falta de investimento, tanto em matéria de recursos humanos como em matéria de recursos físicos, duas médicas entenderam que chegou o momento de mudar.

Assim, nasceu o movimento cívico espontâneo ‘Cordão Humano pela Saúde de Portugal’ que irá realizar uma concentração no dia 07 de julho de 2022, pelas 15h00, em frente à Assembleia da República. Este cordão humano pretende unir o país. Todos poderão participar, incluindo pelas redes sociais. Nesse dia, a proposta é vestir uma camisola esburacada, para representar o estado atual da saúde.

“Perante a indiferença do poder político, perante a inercia do Ministério da Saúde, queremos mostrar que estamos unidos, médicos e restantes profissionais de saúde, a ainda os nossos doentes e restante população”, referem Carla Araújo e Isabel Guimarães.

Para as duas profissionais de saúde, “não é possível continuar a tolerar trabalhar sem condições de segurança. Não abdicamos de prestar cuidados de saúde de qualidade. Os diagnósticos estão feitos, os problemas estão identificados. É o momento de mostrar coragem, de trazer novos modelos de gestão, de eliminar as burocracias e os obstáculos que roubam tempo à tão preciosa relação médico-doente”.

Por isso, querem ser “a voz de todos aqueles que não conseguem lutar, dos mais frágeis, dos idosos, das crianças, das grávidas e de todos aqueles que precisam de nós. Queremos ser a voz dos que sofrem, dos que esperam por consultas médicas, dos que esperam por cirurgias. Queremos ser a voz dos doentes com cancro que são deixados para trás. Queremos ser a voz de todos aqueles que não têm médico de família. Queremos ser a voz dos nossos colegas médicos, atualmente empurrados para o desprestigio de serem ‘os tarefeiros’ da saúde”.

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