A Polícia Judiciária (PJ) identificou e deteve quatro indivíduos fortemente indiciados pela prática dos crimes de rapto, ofensa à integridade física qualificada, extorsão na forma tentada, dano, condução perigosa de veiculo rodoviário e detenção de arma proibida, informa um comunicado. Nenhum deles tinha antecedentes criminais.
Em causa está um incidente que remonta ao dia 5 de janeiro, em Esposende, tendo os indivíduos abordado a vítima no seu local de trabalho.
Com recurso a ameaças, os suspeitos viriam a introduzir a vítima, “contra a sua vontade, no interior de uma viatura, conduzindo-o para Vigo – Espanha”.
Durante o percurso, bem como à chegada ao destino, o raptado foi “alvo de agressões e sevícias” – “tendo sido parcialmente desnudado e obrigado a andar descalço numa zona de floresta, sujeito às baixas temperaturas da época”, informa a mesma nota.
Durante o período de mais de cinco horas em que este homem “esteve privado da liberdade”, foram feitas diversas chamadas telefónicas para a família, amigos e até para um colega de trabalho, tendo sido solicitado um resgaste.
Após os familiares terem comunicado o sucedido à GNR, as autoridades tentaram a “abordagem e detenção” do grupo, em Barcelos – junto a um posto de combustíveis onde tinha sido combinado um encontro. Mas os suspeitos acabariam por conseguir fugir nesse momento.
“Subjacente a estes crimes está um alegado negócio, efetuado entre o patrão do ofendido e um dos suspeitos, envolvendo uma transação comercial de alguns milhares de euros”, informa ainda a PJ. O mesmo terá, segundo a autoridade judiciária, “optado por realizar o rapto para tentar reaver o dinheiro ou os artigos que tinham sido vendidos e não pagos”.
Os detidos têm idades compreendidas entre os 29 e os 45 anos, sendo um deles empresário e os restantes seus empregados. Os mesmos vão ainda ser presentes a um primeiro interrogatório judicial, onde ficarão a conhecer as medidas de coação a que ficarão sujeitos.
