Minho

Braga é o segundo distrito com mais incêndios registados este ano

Braga é o segundo distrito do país com mais incêndios registados, desde o início do ano e até ao passado dia 15 de Julho. De acordo com o relatório de incêndios rurais emitido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em Braga registaram-se já 599 ocorrências de incêndios.
O maior número de incêndios ocorreu no distritos de Porto (1.211), surgindo Vila Real em terceiro lugar com 588.

No entanto, em qualquer um dos casos ocorridos nos referidos distritos, registaram-se maioritariamente fogos de reduzida dimensão e que não ultrapassam um hectare de área ardida.
De acordo com o relatório, os 599 incêndios registados em Braga devastaram um total global de 3314 hectares.

Ainda na região do Minho, o relatório do ICNF refere que no distrito de Viana do Castelo ocorreram 448 incêndios, que queimaram 3504 hectares de área.

Note-se que na lista dos 20 maiores incêndios rurais registados no país, no período em referência, surge apenas uma ocorrência no Minho. O incêndio que deflagrou no passado dia 12 de Julho, em Lindoso, Ponte da Barca, foi, até agora, o oitavo maior do território nacional, com 1.062 hectares de área ardida.

Na lista dos 20 concelhos com maior extensão de área ardida surgem dois concelhos do Alto Minho e um do distrito de Braga, Fafe.

Ponte da Barca aparece em 7.ª lugar com uma extensão de área ardida que atingiu os 1354 hectares, em resultado dos 53 incêndios ocorridos desde o início do ano até 15 de Julho.
Em 12.º lugar aparece concelho de Arcos de Valdevez, com 1062 hectares de área ardida, em consequência de 128 ocorrências de incêndios.

Fafe aparece em 19.º na lista, registando 585 hectares de área ardida em 98 incêndios registados no concelho.

Arcos de Valdevez e Fafe voltam a aparecer noutra lista elaborada pelo ICNF, a lista dos 20 concelhos com maior número de incêndios.

O concelho de Arcos de Valdevez aparece em 3.º lugar, com os 128 incêndios já registados. Fafe aparece em 5.º lugar, tendo já registado este ano 98 incêndios, como referido.

Em 20.º lugar surge Póvoa de Lanhoso, concelho que já registou este ano 63 incêndios rurais, que devastaram 96 hectares.

Ainda segundo o relatório agora divulgado pelo ICNF, as queimas e queimadas são a principal origem dos incêndios rurais registados este ano, representando 62% das causas apuradas, enquanto 14% dos fogos foram provocados por incendiários.

O relatório de incêndios rurais indica igualmente que as várias tipologias de queimas e queimadas representam 62% do total das causas apuradas dos fogos registados este ano, sendo as origens mais frequentes as queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas (28%) e queimadas para gestão de pasto para gado (19%).

De acordo com o relatório, 14% dos incêndios tiveram como causa o incendiarismo, designadamente de pessoas imputáveis, 8% ocorreram devido a motivos acidentais, como uso de maquinaria e transportes e comunicações, 4% foram reacendimentos e 2% a queda de raios.

O ICNF aponta que 68% dos incêndios rurais verificados este ano foram investigados e têm o processo de averiguação concluído.

Destes foi possível atribuir uma causa a 70%, ou seja, dos 6.164 fogos registados até 15 de Julho, a investigação permitiu a atribuição de uma causa a 2.942.

O documento dá conta que, no período em referência, um total de 6.164 incêndios resultaram em 40.102 hectares de área ardida, entre povoamentos (21.288 hectares), matos (14.328 hectares) e agricultura (4.486 hectares). Estes números terão já sofrido alteração, em conse- quência dos incêndios ocorridos a partir de 15 de Julho.

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