A união de freguesias de Torre e Portela, em Amares, volta a organizar a Festa da Broa. A 4ª edição volta aos moldes tradicionais com música, animação e as diferentes formas de cozer broa. Uma tradição que o presidente da câmara de Amares salientou, hoje, na apresentação, por “envolver os mais idosos que com uma enorme alegria revivem uma tradição que estava muito presente nas famílias do concelho”.
Para Manuel Moreira, “são eventos como este que dão identidade ao nosso povo e valorizam a cultura do nosso concelho”. Com as novas tecnologias, o cozer da broa está em desuso “e Festa da Broa veio dar uma nobreza a esta tradição”.
O último grande evento do ano em Amares “é uma marca, também, da qualidade dos nossos presidentes de junta dedicados às suas terras e disponíveis para o seu povo”.
O presidente da Junta da União de Freguesias, João Fernandes, começou por lembrar que a Festa da Broa, criada em 2017, surgiu “para unir ainda mais o povo das duas freguesias, para que se sentissem um só e os resultados não poderiam ser melhores”.
A iniciativa que quer dar a conhecer aos jovens “como a broa era cozida”, vai ter sete stands, seis da freguesia e um de uma freguesia vizinha, prontos para cozerem broa de milho amarelo e de milho branco, com carne, sardinha, mista ou simples.
Para acompanhar haverá outros petiscos, como bifanas, bacalhau ou pataniscas. “Não é fácil encontrar este tipo de broa e este certame é uma boa oportunidade para as pessoas a poderem adquirir”.
Depois de no ano passado, fruto da situação pandémica, a festa ter sido em formato take-away, “tivemos muita adesão com 300 quilos de farinha utilizada”, em 2022 é alargada para três dias. O arranque dá-se já na sexta-feira às 18h00, com a noite a ser preenchida com concertinas e cantares ao desafio.
O sábado tem o concerto de Mickael Acordeon como destaque. Domingo para além de uma missa campal, há o desfile etnográfico dedicado ao pão. “Vamos mostrar todo o ciclo do pão, desde a sementeira passando pela rega, monda, corte da palha, moagem, etc”.
João Fernandes lembra que as concertinas e o folclore sempre estiveram associados às tradições agrícolas, incluindo a do milho, “por isso, para nós faz sentido que a animação seja, também, ela ligada mais ao popular”.
