Vila Verde

Jovens artistas femininas vencem XII Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde

A maior edição de sempre de obras a concurso. A XII edição da Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde, que arranca no próximo dia 12, teve 194 projetos a concurso de 120 concorrentes nacionais e internacionais. Destes, foram selecionadas 104 obras de diversas modalidades artísticas (fotografia, pintura, instalação, escultura e vídeo), de 102 artistas.

Este ano, os prémios principais foram todos atribuídos, por um júri de cinco pessoas, a artistas femininas. “Uma coincidência” como referiu o presidente do júri, Luís Coquenão, que revelou a participação de artistas de Espanha, Eslovénia, Polónia, Brasil e Angola.

O 1º prémio, de 3000 mil euros, foi atribuído ex-aequo a Eva Resende com a obra ‘Destroying Memorie Serie’ e a Laura Pinto Mota com ‘Sei que muitos dias acordas e desejas estar completo/Aos Teus Pés’.

Duas obras que se podem considerar antagónicas na sua dimensão. Uma é das maiores que estão presentes na exposição, a outra das mais pequenas. O segundo lugar, 1500 euros, é para ‘Pétalas de Luz’ de Maria Luísa Carvalho e o Prémio Revelação (para jovens até aos 20) é para Maria de Monserrate Costa com ‘Sinfonia Num Lugar de Tensão”.

Foram ainda entregues menções honrosas a Lucas Fernandéz, Pedro Gramaxo, Rui Ferreira, Sally Santiago, Susana Carvalho e Maria Luzia Silva. Os trabalhos vão estar expostos de 12 de novembro a 16 de dezembro no edifício que irá albergar o futuro “Centro de Ciências Gastronómicas de Vila Verde”.

“Uma referência nacional”
A presidente da câmara de Vila Verde, Júlia Fernandes, na apresentação da Bienal salientou que “cultivando e estimulando a criatividade do público mais jovem, a Bienal tem vindo a enraizar-se como uma referência de arte e cultua, com expressão cada vez mais ampliada no contexto nacional e internacional”.

A “progressiva afirmação Bienal”, levou a que “esta edição registe uma participação recorde de concorrentes, com elevados níveis de qualidade dos trabalhos como prova a dificuldade do júri em encontrar os vencedores”.

A autarca lembrou que a Bienal já leva 20 anos de existência e que a primeira edição foi ganha “por um muito jovem artista vilaverdense, Maciel Cardeira”. Outro aspeto referido por Júlia Fernandes é “o sucesso que a Bienal da Escola tem vindo a ter nos anos em que não há bienal internacional”, movimentando “as crianças e jovens do concelho”.

Luís Coquenão
O coordenador artístico da Bienal e presidente do júri, Luís Coquenão, salientou a importância do certame para “tornar visíveis jovens artistas”. Quantos aos critérios que levaram à atribuição de prémios, a qualidade técnica imperou: “na arte, também, conta a nossa perceção e gosto de determinada obra. Aquilo que ela nos diz”.

Primeiro lugar ex-aequo
Primeiro lugar ex-aqueo

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