O campo de golfe em Amares só vai avançar depois do PDM estar aprovado. Uma realidade que acontece em 2023, segundo revelou o presidente da câmara de Amares, hoje, na assinatura no protocolo entre os promotores e a autarquia.
Numa cerimónia que se realizou na Biblioteca Francisco Sá de Miranda, Manuel Moreira não quis avançar um prazo em concreto, mas referiu que “o PDM será aprovado em 2023”. Ora um dos promotores, António Ressurreição referiu aos jornalistas que “a construção do campo só vai avançar quando o PDM estiver aprovado. Queremos fazer tudo na legalidade e com transparência”.
Numa área de implantação de 65 hectares, o campo de nove buracos, da autoria do arquiteto Santana da Silva, terá 3,5 quilómetros e um máximo de 30 pancadas. António Ressurreição, também, não quis avançar com mais pormenores, nomeadamente, infraestruturas que poderão existir nesta área: “vamos esperar pelo PDM porque poderemos ter que fazer pequenos ajustes”.
No entanto, um hotel e um complexo habitacional deverão ficara inseridos neste projeto que tem “características de um campo de golfe de eleição”, nas palavras do arquiteto, e cumpre “todos os cuidados ambientais, preserva o território e os edifícios lá existentes”.
Quanto ao investimento, António Ressurreição voltou a ser vago: “será várias vezes o orçamento da câmara municipal” remetendo para os “valores que já saíram nos jornais”. No entanto, pressionado pelos jornalistas, o promotor lá foi dizendo que “poderemos estar a falar em três vezes o orçamento municipal” o que dará à volta dos 70 milhões de euros. Uma candidatura a fundos comunitários, também, não está descartada.
O prazo de execução também está definido, mas depende do início do arranque das obras: quatro anos para o campo de golfe e estruturas de apoio, sete anos para a totalidade das infraestruturas, isto é, a correr bem, o campo poderá estar concluído em 2027 e todo o complexo em 2030.
“Dia histórico”
O presidente da câmara, Manuel Moreira, considerou que a assinatura do protocolo “é um dia histórico para o concelho” que “irá dar um salto em termos económicos quando o campo estiver a funcionar porque teremos mais turismo, mais pessoas e poderemos fixar outras”.
Considerando ser “um projeto fundamental para o concelho, para o distrito e para o país”, o autarca lembrou que “Amares tem que apostar no turismo. Temos o problema de não sermos um território de baixa densidade, mas temos outras atrações turísticas como três mosteiros, dois rios e somos uma porta de entrada para o Parque Nacional Peneda Gerês”.
Presidente da Federação de Golfe
Com a presença de representantes do Turismo Porto e Norte de Portugal, da CCDRN, da RAN e de vários clubes de golfe da região, o presidente da Federação Portuguesa de Golfe marcou presença na cerimónia.
Miguel Sousa Franco salientou que “o campo de golfe em Amares irá permitir dar continuidade à excelente formação de jovens da região e que as atuais limitações de espaço não permitem expandir”. O campo de golfe irá trazer “mais valias económico-turísticas, sociais e desportivas já que será um espaço de formação de atletas e de outros agentes desportivos”.
António Ressurreição
O promotor do empreendimento começou por situar “o sonho” de construir um campo de golfe em 2018, quando se mudou para Amares. “Houve uma primeira proposta em Tibães, mas que não foi possível avançar. Depois percebi, quando vi os terrenos, que teria que ser em Amares”.
António Ressurreição reconhece que “o processo não foi fácil, chegou a estar bloqueado, mas com a ajuda, sobretudo do Dr. Paulo Cunha, conseguimos ir desapertando os nós”.
Sobre o golfe ser um desporto elitista, António Ressurreição responde: “é elitista porque não há equipamentos para praticar, quanto mais o golfe estiver disseminado, mais pessoas terão acesso à modalidade”.



