A garantia que o país tem uma alternativa ao Governo socialista e a um mau Orçamento de Estado apresentado para 2023, na linha das políticas seguidas por António Costa, foram algumas das conclusões da Assembleia Distrital de Braga do PSD, realizada em Guimarães. Tempo houve ainda para se constatar que a cidade vimaranense não tem sido bem tratada pelos governantes do PS.
“É importante que os portugueses percebam que há alternativa. Para a democracia é importante perceber-se que há alternativa. Porque o que é mais grave para uma democracia é a sensação do que está a acontecer ao país não é bom mas que não há quem faça melhor, que não há quem seja capaz de fazer diferente com resultados melhores para a comunidade”, alertou, na sua intervenção, o Vice-Presidente do PSD e Presidente da Distrital, Paulo Cunha.
“Isto é muito mau para a governação mas é péssimo para uma democracia porque ajuda a perpetuar uma solução governativa, não porque ela é boa, mas porque não há alternativa. Ela é essencial ao fortalecimento daquilo que são os pilares de uma democracia” reforçou o social-democrata.
Para Paulo Cunha “esta alternativa constrói-se, ela não se vai comprar, não se vai contratar a um gabinete de consultores. Vai ser construída no país, com os portugueses, com os militantes, com as freguesias e municípios. Vai ser construída com um plano de ação que o presidente do partido muito bem tem cimentado no território com este sentir Portugal, que o tem levado a vários territórios e o há-de levar a todos, para sentir o pulsar dos portugueses, para perceber onde estão os problemas e onde estão as soluções”.
O Vice-Presidente do partido fica agradado por saber que é “o PSD que está a protagonizar esse projeto de construir alternativa. Para nós que somos social-democratas – e que pensamos que é na social-democracia, nesta perspetiva humanista, personalista de um partido com sensibilidade social, que dá espaço à sociedade civil, onde as pessoas podem respirar, onde há mobilidade social, onde podemos crescer pelo mérito, obter êxito – é importante percebermos que em Portugal se estão a criar condições para que o partido que pensa assim, seja ele a construir a alternativa”.
E não há qualquer dúvida para Paulo Cunha: “Nós queremos voltar a ter essa responsabilidade. Da mesma forma que temos assumido, com êxito responsabilidades nas Juntas de Freguesia, nas Câmaras Municipais, nas Regiões Autónomas também queremos assumir responsabilidades em Portugal para que possamos materializar estes ideais e que possamos, obviamente, ajudar os portugueses a serem bem sucedidos”.
Tendo sido convidado para participar no encontro político social-democrata, Joaquim Miranda Sarmento, líder parlamentar do PSD constatou que “temos um Governo que tem maioria absoluta, que tomou posse há seis meses e que ao fim destes seis meses está completamente esgotado, está sem qualquer energia, sem qualquer ambição e eu creio que os portugueses já se interrogam sobre se isto já está assim ao fim de seis meses então os próximos quatro anos vão ser, de facto, muito negativos para o país”.
Miranda Sarmento salientou ainda que “não nos podemos esquecer que isto é fruto de tudo aquilo que foi feito nos últimos sete anos. O orçamento de 2023 é um mau orçamento, mas é um mau orçamento na linha de tudo aquilo que foi a governação do Dr. António Costa desde Novembro de 2015”.
Como anfitrião da Assembleia Distrital, Ricardo Araújo, Presidente da Concelhia social-democrata vimaranense, focando-se localmente, considerou que infelizmente “Guimarães não tem sido bem tratada pelo Partido Socialista e pelo Governo socialista. Por isso nós não temos grandes expectativas relativamente a este orçamento”.
“São vários os exemplos que podia compartilhar desde o famoso Campus de Justiça que está prometido desde 2019, à descriminação que Guimarães sofre comparativamente a Lisboa e o Porto, em que não tem financiamento do Orçamento de Estado, na sequência da Capital Europeia da Cultura, até ao mais recente exemplo que é inadmissível que é a falta de abertura do Centro de Hemodinâmica do Hospital Senhora de Oliveira, um investimento de mais de dois milhões e meio de euros que está pronto desde 2018 – com angariação de fundos por parte da comunidade vimaranense – e que continua por abrir por falta de despacho e vontade política do Governo do Partido Socialista. É da saúde das pessoas que estamos a falar e infelizmente este Governo não toma as decisões que Guimarães merece”, criticou, Ricardo Araújo.
