Vila Verde

Alunos do Agrupamento de Escolas de Prado querem redução da carga horária

Os alunos do Agrupamento de Escolas da Vila de Verde vai defender a redução da carga horária como uma das medidas para melhorar a saúde mental. O processo eleitoral do Parlamento dos Jovens já está na fase final e as três medidas que vão defender no plenário distrital escolhidas. Hoje, tiveram a presença do deputado do PSD, Carlos Cação, que os incentivou à cidadania e à participação cívica.

Num agrupamento onde 8 listas se apresentaram a sufrágio, os alunos tiveram, ainda, sessões com a psicóloga e a enfermeira escolar onde debateram em pequenos grupos o temo. A atividade é coordenada pelas professoras Rosa Fernandes e Teresa Machado. A sessão contou com a presença do presidente da Junta da Vila de Prado, Albano Bastos.

Na apresentação do deputado, o diretor do Agrupamento, Luís Martins, incentivou os alunos ao regresso do “cara-a-cara, do diálogo” porque “o que ocorre atrás de um ecrã não é mesmo que estar como agora, uns com os outros”. E revelou: “para mim é fácil justificar que o aumento de situações de indisciplina, no Agrupamento, se deveram à pandemia”.

Carlos Cação começou por explicar que “compete à Assembleia da República fiscalizar o governo” dando como exemplo os casos mediáticos: “é ao Parlamento que os membros do Governo têm que prestar contas”. Depois de questionado como chegou a deputado, Carlos Cação, referiu “o gosto em participar em atividades na escolas e na minha freguesia, sempre gostei da dinâmica dos partidos”.

Com a saúde mental como pano de fundo, os alunos apontaram o bullying, a pressão, o muito tempo na escola, a violência doméstica, a ansiedade e o não ter amigos como fatores que degradam a saúde mental.

Por isso, pedem mais acompanhamento psicológico nas escolas, um acesso mais facilitado aos serviços públicos e um SNS com mais profissionais. A nível de escola, a colocação de uma caixa anónima com as preocupações dos alunos para serem respondidas pela psicólogo da escola. “Ter acompanhamento psicológico não tem mal nenhum, temos que acabar com o estigma que só os ‘tolinhos’ é que precisam de ajuda”, referiu o deputado.

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