No momento em que se assinala o Dia da Árvore, comemorado para valorizar a contribuição destes seres vivos para o ambiente, para a biodiversidade e para a própria sobrevivência da humanidade, o que a Câmara Municipal de Fafe tem para apresentar é o abate de dezenas de árvores no Jardim das Traseiras do Tribunal. “Usando argumentos muito frágeis e que não convencem a população”, dizem Os Verdes, em comunicado.
Na iniciativa promovida pela CDU em frente à obra da requalificação de mais uma praça “inóspita, igual a tantas outras, foi possível perceber o descontentamento da população, porque existem outras obras prioritárias no concelho e não se entende o investimento de 500 mil euros, e a destruição de um Espaço Verde, na construção de uma nova praça para dar visibilidade à estátua da Justiça de Fafe”.
Para a CDU, e para os partidos que a compõem PCP e PEV, era possível conservar e preservar aquele espaço verde dando a devida visibilidade à estátua contribuindo para a qualidade de vida dos habitantes.
Estiveram presentes nesta iniciativa a eleita da CDU na Assembleia Municipal de Fafe, Maria do Carmo Cunha, que relembrou todo o trabalho feito no concelho pela CDU na luta pela preservação deste espaço verde. Com promoção de debates e audição da população, com questões escritas ao executivo PS, com uma moção de preservação do jardim, que contou apenas com o voto favorável da CDU. “As prioridades do executivo municipal estão trocadas, existem muitas obras urgentes no concelho e não se entende a urgência desta obra nem as vantagens que trará para o município e para a população”, referiu a eleita da CDU.
A dirigente do Partido Ecologista Os Verdes fez questão de reforçar a ideia de que o centro urbano de Fafe necessita de espaços verdes. “A diminuição destes espaços leva ao esgotamento e à degradação dos ecossistemas naturais nas zonas urbanas e nas periferias, à perda drástica de serviços vitais dos ecossistemas. É urgente que as opções políticas contribuam para a mitigação das alterações climáticas, que se preparem para enfrentarem os fenómenos extremos, cada vez mais frequentes, de pluviosidade e ondas de calor, que podem originar avultados prejuízos”.
No Dia Mundial da Árvore e Dia Internacional das Florestas, a CDU lamenta que a Câmara Municipal “não desista do projeto de destruição do jardim, que opte por impor uma estrutura impermeável, que levará ao esgotamento e à degradação dos ecossistemas naturais, à diminuição da resiliência da cidade a fenómenos causados pelas alterações climáticas”.
“Devolver o Espaço Verde de qualidade, tem inúmeros benefícios sociais e ambientais, tal como um exemplar planeamento do arvoredo em meio urbano nos espaços públicos”. A CDU deixou os seus 9 argumentos em placas no jardim: as árvores combatem a poluição atmosférica, a poluição sonora, promovem a biodiversidade e a preservação dos ecossistemas, retêm água, regulam o clima, baixam a temperatura, são património natural e contribuem para a qualidade de vida da população.

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