Com a presença do Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro e do Bispo Auxiliar, D. Delfim Gomes, foi inaugurada, hoje, a exposição ‘Ecce Homo’, no Posto de Turismo de Braga, porta de entrada de muitos turistas que visitam a cidade por altura da Semana Santa.
Aguarelas e joias interligam-se numa mostra que tem Jesus Cristo como principal figura e como base de trabalho uma passagem do Evangelho de S. João. O coração que se abre para o mundo e para todos pode ser um dos pontos de partida para a mostra que pode ser visitada até 19 de abril.
“Não faz sentido produzir arte se não for para mostrar às pessoas”, começou por explicar Sylvie Castro. A Bíblia, áudios e vídeos e imagens do século XV serviram de inspiração para os trabalhos que “para além de alertarem para a escravidão dos nossos dias”, lembram “a morte por amor”. Foram dois meses de trabalho, onde para além do preto, dourado e cinzento, sobressai o vermelho, que simboliza o sangue de Cristo.

Uma exposição que, no fundo, pretende deixar uma mensagem de esperança: “a morte nunca poderá ser a última coisa”.
A apresentação da mostra coube ao padre António Magalhães, pároco de quatro paróquias em Amares, que aproveitou para ler a passagem bíblica inspiradora da exposição. “Era o Rei dos Judeus, como reconheceu Pilatos, que servia a verdade” e que foi vestido com símbolos ‘reais’: a coroa de espinhos, o manto púrpura, a cana na mão e o letreiro a dizer quem era. “Ecce Homo, Deus feito Home”.

Coube a D. José Cordeiro encerrar a sessão que revelou a forma como ‘encontrou’ o trabalho de Sylvie Castro: “através da ilustração da mensagem que deixei na visita pastoral ao Arciprestado de Amares e depois pelas quatro imagens que estão expostas no Paço Arciprestal.
“A arte é uma maneira de dizer Deus”, referiu, “e quando isto é expressado é motivo de grande gratidão”, fazendo depois uma analogia com a localização do Posto de Turismo: “a fé dá-nos uma enorme liberdade”.

