Minho

Sindicato diz que funcionárias da limpeza da UMinho têm salários em atraso

O Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Doméstica e Atividades Diversas (STAD) instou hoje os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho a resolverem o problema dos salários em atraso das trabalhadoras de limpeza.

Em comunicado, o STAD acusou aqueles serviços de fugirem à sua responsabilidade social.

Segundo o STAD, aquelas trabalhadoras têm em atraso 14 dias de salários referentes a dezembro de 2022, além do subsídio de natal.

O sindicato explica que, em 2022, a limpeza das instalações dos Serviços Sociais da Universidade do Minho (SASUM) foi entregue, por concurso publico, a uma empresa.

No entanto, acrescenta, as trabalhadoras recebiam o seu salário mensal “com muito atraso”, acabando essa empresa por “ser afastada”, em 05 de dezembro de 2022.

Foi substituída por uma outra empresa, que entrou no dia 19 de dezembro de 2022.

Nesse intervalo, as instalações dos SASUM “continuaram a ser devidamente limpas pelas trabalhadoras da limpeza industrial, mas ainda ninguém pagou os salários relativos àqueles dias, nem o subsídio de natal, já que a primeira empresa já não estava ao serviço e a segunda ainda não tinha começado o serviço.

“E, surpreendentemente, os SASUM não têm tido, até agora, qualquer abertura, ou seja, nenhuma responsabilidade social, para solucionar este gravíssimo problema”, acusa do sindicato.

Segundo o STAD, é aos SASUM que compete solucionar o problema, “pois o trabalho foi feito, os SASUM foram limpos pelas trabalhadoras”.

“Os clientes das empresas de prestação de serviços têm uma responsabilidade social face aos trabalhadores destas empresas, mas um serviço social tem o dobro dessa responsabilidade social”, remata o sindicato.

A Lusa contactou a Universidade do Minho, que remeteu para mais tarde eventuais declarações.

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