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Conferência sobre ‘A falsificação da História’ marcada para amanhã na Lúcio Craveiro da Silva

No âmbito do ciclo de conferências ‘Conhecer Braga, através das suas instituições, dos ilustres bracarenses e do seu património’, iniciado no ano de 2022 pela Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, que tem como objetivo dar a conhecer aos bracarenses as suas personalidades mais notáveis (com maior destaque em termos culturais e de pensamento crítico), a sua riqueza arquitetónica, as suas festividades cíclicas e as suas organizações, realiza-se amanhã pelas 18h00 horas, na Sala do Arco, a Conferência sobre ‘A falsificação da História’, tendo como orador, Francisco de Azevedo Gomes.

“Ao arrepio da máxima de que a ‘História é mestra da vida’, eis que, em vez de encarada na sua autenticidade de sabiamente interpretada, se vai perpetuando a lide dos Poderes ora para, em muitíssimos aspetos, enormemente a falsear, ocultar, manipular, ora para induzir as mentes numa atitude de indiferença, insensibilidade, embotamento quanto ao manancial de lições que ela encerra.

Por exemplo, quanto à ferina ‘Colonização Moderna’ não se persiste em enaltece-la como uma singular epopeia? Antero de Quental, em ‘Causa da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três
Séculos’ lá clama: «Como era possível, com as mãos cheias de sangue e os corações cheios de orgulho, iniciar na civilização aqueles povos…?». Em 2018, foi divulgado por não poucos meios de comunicação social que a Comissão Europeia contra o Racismo e a intolerância (ECRI) ‘confrontou’ as
autoridades portuguesas «com a necessidade de mudar-se o ensino da ‘História’ (essa tão consagrada ‘historiografia oficial’), não podendo ignorar-se a «violência cometida
contra os povos das ex-colónias», diz Francisco de Azevedo Gomes

Estará patente no corredor central do R/C da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, entre os dias 17 e 30 de abril de 2023, uma exposição contendo a bibliografia do orador.

Francisco de Azevedo Gomes, nasceu em 22 de setembro de 1942, na freguesia de Gamil, concelho de Barcelos. Licenciou-se na Faculdade Técnica de Lisboa, em 1971 e em 1972 apresentou a tese “Os Fataluku: grupo etnolinguístico de Timor”. No ano de 1973, ingressou na Segurança Social de Braga, como técnico de
planeamento e estatística, de onde se aposentou no ano de 2000.

É autor de diversas obras, nomeadamente na área da antropologia, história e ciência política.

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