O cónego João Aguiar Campos faleceu esta quinta-feira, aos 73 anos, vítima de doença prolongada, poucas semanas depois de ter celebrado os 50 anos de ordenação sacerdotal.
“Se me quiserem fazer algum elogio – ainda não o mereço – seria dizer-me: o padre João, sendo um padre secular, tornou-se num místico de cada dia. Um espantado místico de cada dia.”
Foram estas as palavras do cónego João Aguiar Campos na sua última entrevista, à Agência Ecclesia, há cerca de um mês, a propósito da celebração dos seus 50 anos de ordenação sacerdotal, assinalados na terra que o viu nascer e crescer: São João Campo, hoje designada por Campo do Gerês, no concelho de Terras de Bouro, a menos de 20 quilómetros da fronteira com Espanha.
Na cerimónia realizada a 25 de março, o padre João Aguiar Campos desejou ser recordado como alguém que fez “alguma coisa de bem” para alguém. Faleceu esta quinta-feira, aos 73 anos, mas será lembrado pelo seu amor pela vocação, pela capacidade de comunicação, pelo sentido de humor e ironia, pelo o gosto que tinha pela literatura e pela escrita e também o amor pela natureza.
O corpo de João Aguiar Campos estará em câmara ardente a partir das 16h00 desta quinta-feira na Sé de Braga. Amanhã, celebra-se missa de corpo presente às 16h00, seguindo o cortejo fúnebre para Campo do Gerês.
Na aldeia-natal de João Aguiar Campos haverá nova celebração eucarística, prevista para as 18h00, seguindo-se o funeral no cemitério local.
