É a primeira obra a ser ‘desbloqueada’ pelo Tribunal de Contas. O processo de requalificação do Mosteiro de Bouro vai recomeçar depois do presidente da câmara ter ‘parado’ a empreitada por falta do visto daquele tribunal. Juntamente com esta obra, também foram afetadas a requalificação do campo da Feira e a obra de água e saneamento da nacional entre Lago e Carrazedo.
A informação foi confirmada ao ‘Terras do Homem’ pelo presidente da câmara de Amares que aproveitou para fazer o ponto de situação das outras duas. “Com o visto do Tribunal de Contas, já podemos recomeçar a obra do Mosteiro de Bouro. Entretanto, o governo alargou o prazo de conclusão deste tipo de empreitadas de 30 de junho para 30 de setembro e há quem fale que poderá ir até ao final do ano.
Vinte anos depois, o Mosteiro de Bouro voltou a ser alvo de um processo de requalificação. Com uma empreitada de cerca de 1,5 milhões de euros, a primeira fase de intervenção contempla a reabilitação de todos os telhados e a pintura exterior e, ao mesmo tempo, a criação de um centro interpretativo do Mosteiro.
Inicialmente, o projeto abrangia, também, o interior, mas a data limite para a obra estar concluída, 30 de junho de 2023, que seria prorrogado para 30 de setembro, já depois da obra estar em curso, levou a câmara de Amares a dividir o projeto em duas fases, como explicou o autarca. Assim, uma candidatura patrocinada pela CCDRN contemplou a requalificação do Mosteiro com 1 milhão de euros, 200 mil saídos dos cofres municipais, para toda a parte da construção civil.
Os 500 mil restantes sairão, também, da autarquia e irão ser investidos em todo o recheio do centro interpretativo, como mobiliário e parte informática e de multimédia. A segunda fase ficará para um novo aviso de candidatura no âmbito do 20/30. Manuel Moreira referiu, ainda, que deverão ser criados um ou dois postos de trabalho depois desta requalificação.
Largo da Feira e Água e Saneamento
Em relação ao Largo da Feira, obra que não parou assumindo o empreiteiro a responsabilidade, o Tribunal de Contas ‘exigiu’ a adição de uma cláusula, já aprovada em reunião do executivo. A cláusula refere que “o encargo total deste contrato será satisfeita no ano económico de 2023, através da rúbrica orçamental, encontrando-se o projeto inscrito no Plano Plurianual de Investimentos e para o qual foi emitido o compromisso com o número sequencial 16271”.
Aprovada esta cláusula, Manuel Moreira, espera que a aprovação da empreitada seja feita no decorrer dos próximos dias. Quanto ao projeto de água e saneamento, “não há novidades nenhumas nem pedido de informações nem de documentação”, revelou Manuel Moreira.
