Com o objectivo de abordar as questões da mobilidade, uma delegação da CDU reuniu com a CIM do Cávado. Este encontro teve lugar depois da CDU ter reunido em Junho passado com a CIM do Ave e da aprovação da sua proposta que reclama a concretização de um Título Único Intermodal de Transporte para os territórios da CIM do Cávado e da CIM do Ave, abrangendo também a Área Metropolitana do Porto, nas assembleias municipais de Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Fafe.
O território da CIM representa uma população residente de mais de 400 mil pessoas e envolve os municípios de Amares, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde, que delegaram na Autoridade Intermunicipal de Transportes do Cávado as competências dos transportes, e os municípios de Barcelos e Braga que se constituíram respetivamente como Autoridade de Transportes. Nestes territórios os principais operadores são a Cávado Mobilidade, a TUB – Transportes Urbanos de Braga e a TUBA – Transportes Urbanos de Barcelos.
No encontro foi possível abordar os impactos positivos do PART – Plano de Apoio à Redução Tarifária, nomeadamente ao nível da redução dos preços praticados, com baixas entre 50% e os 100%. “No entanto, as verbas atribuídas à CIM do Cávado continuam a ser profundamente insuficientes para os objetivos de reforço da oferta”, refere o partido em CDU. A este propósito, cabe recordar a proposta do PCP em sede de discussão do Orçamento do Estado para 2023 para reforço das verbas do PART e que mereceu a rejeição por parte do PS, PSD, Chega e IL.
O passe intermodal é uma medida que favorece a utilização dos transportes públicos. O exemplo das Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa com a criação de um passe no valor máximo de 40€, que permite viajar em toda a área metropolitana sem ter de adquirir diferentes passes, “pode e deve ser replicado no distrito de Braga. A articulação da oferta de transportes entre as CIM do Cávado, CIM do Ave e a Área Metropolitana do Porto seria uma enorme mais-valia”.
Na opinião da CDU, “só a falta de vontade política explica que esta realidade vivida nas áreas metropolitanas não se concretize também na região de Braga e no resto do país”.
A forma como tem vindo a decorrer a concessão Cávado Mobilidade, que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro deste ano, foi também objeto de troca de impressões.
A delegação da CDU partilhou queixas de utentes relativamente à falta de oferta e escassez de horários em vários casos.
Relembrou também as queixas sobre as condições de trabalho e remunerações dos trabalhadores da concessionária Transdev.
A necessidade do reforço da fiscalização da operação da concessão foi outra das preocupações abordadas.
A CDU insiste que respetivos presidentes das câmaras municipais e das CIM do Cávado e do Ave “precisam empenhar-se, efetivamente, na concretização desta justa reivindicação das populações, mudando a postura passiva que, lamentavelmente, têm mantido ao longo do tempo”.
A delegação da CDU foi composta por Belmiro Magalhães, da Comissão Política do Comité Central do PCP, Mariana Silva, da Comissão Executiva do Partido Ecologista Os VERDES, Daniela Ferreira, da DORB e do Comité Central do PCP, e João Melo, eleito da CDU em Braga.
