Minho

PCP preocupado com aumento do desemprego e de beneficiários de prestações de desemprego no distrito

A recente divulgação pelo IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional dos dados relativos aos inscritos nos centros de emprego e beneficiários de prestações de desemprego demonstram uma tendência de subida, revelando o agravamento da situação económica e social na região de Braga e no país. Cabe recordar que o universo de desempregados é bastante superior ao número de inscritos nos centros de emprego.

De acordo com estes dados, estavam cerca de 24 mil inscritos nos centros de emprego do distrito de Braga, no passado mês de Julho. Isso representa mais 12% do que em Julho do ano passado. No que diz respeito a beneficiários de prestações de desemprego, o distrito passou de cerca de 13 mil em Julho de ano passado para mais de 15 mil em Julho de 2023. Um grande aumento de cerca de 12%.

Do conjunto dos 14 concelhos do distrito de Braga, três viram o número de inscritos nos centros de emprego aumentar mais de 20% em um ano (Vizela 34,8%, Vila Verde 22,8% e Guimarães 20,8%); três assistiram a aumentos superiores a 10 % (Esposende 12,9%, Fafe 11,7% e Amares 10,7%). Apenas um concelho viu a taxa de inscritos recuar – Vieira do Minho.
A esta evolução negativa acrescenta-se o aumento acumulado do custo de vida e das sucessivas subidas das taxas de juros e dos seus impactos nas famílias e empresas.

Tal como o PCP tem chamado a atenção, a situação atual exige medidas de urgência que o Governo tarda em dar. Medidas que façam os bancos suportar com os seus lucros os aumentos dos juros; controlo de preços de bens e serviços essenciais; com aumento do apoio a quem perdeu salários e o emprego; o reforço e alargamento das prestações sociais para quem está sem qualquer tipo de rendimento; o apoio sem discriminações às Micro Pequenas e Médias Empresas, salvaguardando os postos de trabalho; o reforço da contratação pública onde fazem falta milhares de trabalhadores designadamente nas escolas, no Serviço Nacional de Saúde, nas forças e serviços de segurança, nos equipamentos sociais, entre outros.

“Medidas de urgência que não dispensam, antes se articulam, com uma alteração profunda do modelo de desenvolvimento económico, envolvendo a diversificação da atividade e o reforço da capacidade produtiva, o reforço do investimento público recuperando atrasos nas infraestruturas e meios de transporte, nos equipamentos de saúde, na rede de creches e lares, na habitação”, refere o partido em comunicado.

“Mais do que propaganda, como o PCP tem destacado, são precisas soluções. É preciso mudar de política. Urge uma política alternativa, patriótica e de esquerda, que valorize os salários e os direitos dos trabalhadores, defenda os serviços públicos, promova a produção regional, aposte na recuperação pelo Estado de empresas estratégicas que foram privatizadas”.

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