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Secretário de Estado em Terras de Bouro para assinar plano de visitação da Cascata do Tahiti

O Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, vem a 6 de outubro, a Terras de Bouro para presidir à cerimónia de assinatura do plano de visitação e requalificação da Cascata do Tahti. Um investimento a rondar os 250 mil euros e que tem como projeto âncora a criação de um miradouro.

Nos últimos anos, a cascata do Tahiti foi palco de vários acidentes, alguns dos quais fatais. Em termos práticos, num espaço de 11 anos, morreram 13 pessoas, o que levou o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro a anunciar a intenção de vedar o acesso a banhos no local.

No ano passado, Manuel Tibo submeteu uma candidatura para a requalificação daquele espaço como um miradouro, ao ministério do Ambiente, o qual vai agora ser assinado.

O edil de Terras de Bouro garante que “se tivesse esse poder já tinha fechado a cascata” e lamenta que seja “preciso continuar a perder vidas na serra para a campainha soar”.

Na opinião do autarca, “o espaço é perigoso e precisa de ser vedado, a cascata pode e deve continuar a ser visitada, mas há locais que têm de ser vedados”. A cascata está inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês, pelo que a intervenção “é uma questão do Governo”, explica Manuel Tibo.

“Quero que a cascata do Tahiti tenha, de facto, um local de visitação, que seja um miradouro de excelência arquitetónica, incluído na paisagem, mas, não consigo, enquanto responsável máximo da proteção civil em Terras de Bouro, conceber que as pessoas que vão utilizando a cascata do Tahiti, acabem por ter acidentes, alguns deles, infelizmente, mortais”, explica Manuel Tibo. O edil defende que continue a haver “visitação e usufruto” da cascata, mas sublinha ser “contra banhos”, devido ao “problema de segurança” no local e à “irresponsabilidade total” de muitos visitantes.

A cascata do Tahiti é um dos locais mais emblemáticos do Parque Nacional da Peneda Gerês e, segundo o presidente do município de Terras de Bouro, é visitado anualmente por “milhares” de turistas. Por essa mesma razão, Manuel Tibo acredita que tem o dever de “proteger vidas”, em vez de “fazer de conta que nada existe”.

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