Vila Verde

Trilho Fojo do Lobo e Nascente do Vade em Vila Verde proporciona nova experiência turística

O trilho do Fojo do Lobo e Nascente do Vade PR2 é a nova experiência turística de Vila Verde que desafia os visitantes a descobrirem a natureza das coisas simples. Cada passo valerá por si ao longo dos cerca de 13 quilómetros que compõem este percurso circular e que se caracteriza por ter um grau de dificuldade moderado, sendo que durante esta caminhada pela paz do campo existem 10 pontos que merecem especial destaque.

Para um ou dois dias, a proposta junta, ainda, outras maravilhas culturais, históricas e gastronómicas do concelho.

Vila Verde é um dos municípios portugueses onde a natureza das coisas simples salta à vista. Um local onde a quietude do tempo nos relembra que os mais belos prazeres da vida se encontram nos pormenores – desde o embalo do melódico cantar das aves selvagens até ao suave correr da água que tranquilamente marca o ritmo deste passeio distinto.

Detentora de um vasto património cultural e natural, esta vila minhota é especialmente conhecida pela tradição do Lenço de
Namorados e pelo verde das serras e montanhas que complementam o azul dos rios Cávado, Homem, Neiva e Vade. Agora, convida-se à exploração turística de todas aquelas coisas que, por vezes, damos como adquiridas e que nos trazem a maior felicidade.

Neste local, o homem viveu todos estes anos sem ferir o seu bem mais precioso – a natureza. Recentemente, o Município reabilitou o percurso pedestre “Trilho do Fojo do Lobo e Nascente do Vade PR2”, localizado nas freguesias mais a norte do concelho, Aboim da Nobre e Gondomar, Valdreu. Com início no Parque de Campismo e Caravanismo Rural de Aboim da Nóbrega, que aposta no campismo rural ambientalmente sustentável através do uso de energias renováveis e que possui infraestruturas de topo, quer a nível regional como nacional – tendo capacidade para albergar cerca de uma centena de tendas de campismo, a que se juntam uma dezena de alvéolos para autocaravanas e os 2 nichos/bungalows T2.

O espaço detém ainda uma série de áreas de apoio, nomeadamente: lavadouro, receção, habitação e zona de recreio. Rodeado de paisagens verdejantes, este parque de campismo é o ponto de partida para percursos pedestres, passeios a cavalo e ainda mergulhos refrescantes em zonas ribeirinhas e cascatas.

Cerca de 100 metros depois, acessível através de uma pequena estrutura de madeira, encontramos a Primeira Cascata do Vade e o Moinho da Pequenina que com o seu típico e rústico granito vigia de perto o curso de água a correr calma e livremente. Este moinho é símbolo de uma enorme e rica herança cultural ligada à moagem de cereais – uma atividade pilar nesta região.

Posteriormente, o Miradouro de Penedos Mourinhos e Nascente do Vade, em plena zona das “Encostas de Mixões da Serra”, é outro local de paragem obrigatória com uma localização privilegiada. Este é o ponto de maior altitude no percurso, num caminho que conquista imediatamente qualquer um com a sua vista de cortar a respiração sob o concelho e o detalhado relevo que o caracteriza. Junto deste miradouro encontra-se a nascente do rio Vade, que atravessa as freguesias de Aboim da Nóbrega, Valões e Covas, desaguando no Rio Lima (Ponte da Barca).

Ali próximo fica a aldeia de Gondomar (classificada como Aldeia da Saudade e Aldeia de Portugal). A paisagem é caracterizada pelos socalcos e verdes campos, carvalhais e giesta. Nesta aldeia encontramos um dos cruzeiros mais antigos do concelho – o Cruzeiro de Gondomar. Os seus detalhes arquitetónicos facilmente sobressaem à vista, sendo que o seu soco quadrangular de três degraus e a plataforma retangular servem de base para a cruz que reflete bem a importância da Fé nesta comunidade.

O exemplo máximo da devoção ao catolicismo espelha-se na Igreja de Gondomar, dedicada a Santo André. Construída em granito da região, apresenta uma arquitetura simples e modesta, com nave e capela-mor. A sacristia está adossada do lado esquerdo. À torre sineira de dois sinos acede-se por uma escadaria exterior. No passado, esta torre sineira servia também para avisar a população local, através de uma determinada melodia, que havia lobos por perto. Munidos de paus e outros objetos, lavradores lá iam, em conjunto, fazer a caçada ao lobo.

Gondomar oferece ainda uma visita ao passado, presente e futuro através dos espigueiros. O seu alto valor patrimonial, histórico e cultural contam o modo de viver e sustento destas gentes, que aqui secavam e guardavam os cereais previamente cultivados e colhidos. Mais uma vez, a fé cristã está bem patente, uma vez que todos os espigueiros contêm no topo uma cruz, que simbolicamente pede a bênção divina para uma colheita de sucesso.

De seguida, na zona de descanso poderá recarregar as baterias neste agradável ponto onde a sombra abunda e o chilrear dos pássaros o faz apreciar as maravilhas bucólicas. Este é o local perfeito para fazer um piquenique e saborear os produtos endógenos deste território.

Após o descanso, a uns curtos metros, encontrará aquele que é o ponto principal deste trilho – o Fojo do Lobo. Considerado um dos maiores da Península Ibérica, com uma extensão de muralha de cerca de dois quilómetros. É um fojo com paredes convergentes. Os muros formam um “V” que desemboca nos dois fossos dissimulados com ramos de giesta, onde ficariam aprisionados os lobos. Encontra-se inutilizado há várias décadas, mas constitui uma memória cultural e patrimonial de grande importância para o concelho.

Ao longo do trilho não há paragem mais pitoresca que o Lugar de Bezeguimbra, em Valdreu. Além de ser um dos locais onde poderá desfrutar de uma vista soberba, pode também descobrir os encantos e segredos que a Capela de Santa Luzia tem guardado consigo ao longo do tempo.

Por fim, pouco antes ter percorrido os quase 13 quilómetros que compõem este circuito, encontrará a Capela de S. Sebastião, no lugar de Povoadura. Defronte à capela encontra-se um cruzeiro. Vila Verde, caracterizada pelos seus
verdes socalcos, convida todos os curiosos a visitarem este pequeno templo onde se venera São Sebastião – um santo católico venerado pelo seu poder divino de proteger as populações contra doenças e pestes.

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