Minho

Bloco questiona Governo sobre despedimento coletivo na Coindu

O Bloco de Esquerda questionou o Governo, através do deputado José Soeiro sobre o despedimento coletivo que a empresa COINDU se prepara para efetuar.

A empresa Coindu S.A. foi fundada em 1988 que se dedica à produção de capas para assentos de automóveis de marcas de automóveis como Lamborghini, Audi, BMW, Porsche, Ford, Mini, Suzuki, entre outras.

Segundo António Cândido Pinto, presidente do conselho de administração, o grupo obteve mais de 700 milhões de euros, só a fábrica de Joane representou metade desta faturação. O administrador, em declarações à imprensa, no ano passado, apelava que precisava de aumentar a capacidade de produção e que não consiga atrair trabalhadores. Mencionava a intenção de expandir as unidades industriais.

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda teve conhecimento que a empresa se prepara para um despedimento coletivo de 400 trabalhadores, nas unidades industriais de Joane e Arcos de Valdevez. “Sabemos que o sindicato que representa estes trabalhadores já entregou, na Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), um pedido de anulação do despedimento coletivo de cerca dos 400 trabalhadores”.

O Bloco de Esquerda “está solidário com estes trabalhadores e trabalhadoras e considera inaceitável a forma como uma empresa que não só anuncia falta de mão de obra em 2022, como lhe é aprovada uma recapitalização no contexto do Plano de Recuperação e Resiliência Nacional, sendo considerada uma empresa viável, pode vir agora efetuar um despedimento coletivo”.

O deputado José Soeiro quer saber se o Governo tem conhecimento da situação, se a Autoridade para as Condições do Trabalho está a acompanhar a situação na empresa, quais as ações desencadeadas e se foi comunicada à Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho algum despedimento coletivo por parte da empresa.

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