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Caminho da Geira “vai ser muito importante” no panorama dos itinerários de Santiago

O Caminho da Geira e dos Arrieiros (CGA) “tem um potencial enorme e vai ser muito importante” entre as duas dezenas de itinerários jacobeus referenciadas nas estatísticas do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, considera Manuel Rocha, Irmão Maior da Arquiconfraria Universal do Apóstolo Santiago.

Numa intervenção nas comemorações do 20º aniversário da Associação Espaço Jacobeus, Manuel Rocha, um dos pioneiros do Caminho Português da Costa, afirmou que o CGA “tem um potencial enorme de crescimento”.

“Provavelmente, será o sétimo caminho, dentro de pouco tempo, em número de peregrinos a receberem a Compostela em Santiago. Vai ser muito importante”, destacou o membro da Arquiconfraria Universal do Apóstolo Santiago, que também se considera “um pioneiro do CGA na forma de estar e de ser”.

O CGA foi principal responsável pelo crescimento de 5,7% no número de peregrinos que partiram de Braga e receberam em 2023 a Compostela à chegada à Catedral de Santiago.

O Caminho Central Português registou 674 peregrinos no ano passado, seguindo-se o CGA com 403 e o Minhoto Ribeiro com 21. No total do percurso, o CGA motivou a emissão de 547 compostelas – entre as 851 pessoas que cumpriram o itinerário, segundo as associações.

Entre elas, 516 (94,3%) partiram de localidades portuguesas, 408 (74,6%) são de nacionalidade lusa e 66 espanhola (12%). A Compostela foi entregue a peregrinos de 27 nacionalidades que cumpriram este itinerário jacobeu.

O Caminho da Geira tem 239 quilómetros, começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço, entrando na Galiza pela Portela Homem.

Nos últimos seis anos foi percorrido por quase quatro mil peregrinos, sobretudo de Portugal e Espanha, mas também de outros 13 países europeus, e do Afeganistão, Aruba, Austrália, Azerbeijão, Bahamas, Belize, Brasil, China, Colômbia, EUA, Japão, México, Palestina ou Uruguai.

Foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019 e em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021).

O percurso destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira, via do género mais bem conservada do antigo império ocidental romano, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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