Está a formar-se, em Amares, uma nova Associação Cultural – Caixa Negra – que arranca na próxima sexta-feira (26 de julho) com uma exposição fotográfica imersiva de João Rat, na Galeria de Artes e Ofícios (Praça do Comércio, Ferreiros). A inauguração acontece às 21h00 e manter-se-á até ao dia 9 de agosto, com entrada gratuita.
Este evento marca o início de um vasto leque de circuitos e dinâmicas culturais, em vários âmbitos da sua programa.
Criar a Associação Cultural Caixa Negra, em Amares, surge da vontade de querer projetar o passado e o presente no futuro, disponibilizando novos caminhos na construção de uma sociedade ativa culturalmente. A intenção é de reavivar a atividade cultural em várias frentes artísticas de modo a sensibilizar os locais, bem como oferecer experiências de conhecimento, reconhecimento e produção de bens materiais e imateriais. Desta feita, esta fundação prende-se a conceitos de comunidade, criação, exposição e transmissão.
A motivação refletiu-se assim na denominação do movimento – Caixa Negra, laranja como a dos aviões –, ao que interessa, assim, o fator de registo e preservação da informação, através do tempo e das intempéries, para reagir à causa de determinado evento. Um trabalho de reconhecimento para corrigir situações semelhantes no futuro, mas também de acervo de dados fundamentais na preservação da história cultural.
Esta associação “procura assumir-se como um caminho de criação e exposição, fomentando novos públicos, mais envolvidos, interessados e ativos e fazendo uso de espaços como Auditório Conde Ferreira, Centro de Turismo, Casa do Povo, Biblioteca Municipal Sá de Miranda, (futuramente) Casa da Botica, entre outros e dinamizando variadas casas comerciais, enquadradas no contexto dos eventos”.
A sua programação alinhar-se-á pelas áreas da música, fotografia, design, cinema, artesanato, tecnologia, entre outros, sustentada por valores educativos, inclusivos, de comunidade e sustentabilidade.
Exposição
De Marrakesh traz os sons, os cheiros, os sabores, as pessoas e toda a energia da cidade, onde em cada esquina se revela uma nova perspetiva. “A cidade, como um verdadeiro labirinto visual, fascinou-me desde o primeiro momento”. Para este projeto fotográfico, João Rat não apresenta apenas fotografia, mas também o som e as fragrâncias das ruas, para o espetador imergir na cidade.
Procurou criar imagens que contem histórias, que façam sentir emoções e transportem para o coração de Marrakesh, explorando vários sentidos, e tornando esta exposição o mais sensorial possível.
Autor
Natural de Amares, João fotografa há pouco mais de uma década. Utiliza a câmara para captar o reflexo do seu tempo, dos locais que visitou, das pessoas que conheceu, e para criar com elas ligações emocionais e poéticas, temperadas com um toque de nostalgia.
Desde muito jovem, mas cada vez mais, a prática fotográfica tem sido algo um pouco obsessivamente presente na sua vida.
Recentemente, fez parte de um coletivo de fotografia, chamado Portuguese Street Photography Collective. Atualmente trabalha como freelancer e desenvolve projetos autorais.
