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Escola Secundária de Amares melhorou no ranking, Vila Verde e Terras de Bouro estão piores do que o ano passado

A Escola Secundária de Amares foi a única dos três concelhos do Vale do Homem que melhorou a sua performance no ranking das escolas, hoje, publicado e que faz a média dos exames nacionais do 12º ano realizados nos diferentes estabelecimentos de ensino. A escola amarense ocupa o 393º lugar nacional (era 436º no ano passado) com uma média de 11,31, num total de 223 exames.

Já Vila Verde aparece em 346º (279º em 2024) com uma média de 11,51 num total de 470 exames realizados. Em Terras de Bouro foram realizados 48 exames para uma média de 10.57, caindo de 104º no ano passado para 534º este ano.

Em termos de distrito de Braga, Vila Verde está no 22º lugar, Amares em 27º e Terras de Bouro em 38º, numa tabela liderada pelo Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, seguido do Colégio do Ave em Guimarães, o Colégio La Salle de Barcelos, o Colégio João Paulo II em Braga e pela Escola Secundária de Barcelinhos em Barcelos.

Entre as 652 escolas com ensino Secundário, nos primeiros 100 lugares do ranking surgem 43 do norte do país, 21 do centro, 33 do sul, uma dos Açores, outra da Madeira (Pública) e a Escola Portuguesa de Luanda.

O “topo” volta a ser dominado por colégios, há 35 secundárias entre as 100 melhores médias (no suplemento do ano passado eram 37). O primeiro agrupamento surge no 39.º lugar – é a Dr. Ferreira da Silva de Oliveira de Azeméis (Aveiro) que subiu 11 lugares na tabela em relação ao ano passado.

Quarenta e sete escolas (três delas públicas) conseguiram uma média superior a 14 valores nos exames e 62 (9,5% do total) registaram um resultado inferior a dez valores. O que significa que 90,5% dos estabelecimentos conseguiram uma média positiva.

Recorde-se que as alterações ao modelo de acesso e no cálculo da média do Secundário começaram a ser aplicadas, no ano passado, aos alunos do 11.º ano. Assim, em 2024, as provas do 12.º ano foram as últimas a contar apenas para ingresso no Ensino Superior de acordo com o regime aprovada para mitigar o impacto da pandemia. Ou seja, ainda foram exames feitos pelos alunos com os melhores resultados que pretendiam concorrer ao Ensino Superior.

As alterações, ainda aprovadas pelo anterior governo, prevêem que os exames voltem a contar para a conclusão do Secundário, tendo de ser feitos por todos os alunos e voltando o de Português a ser obrigatório. As provas podem contar até 60% da média de ingresso (até este ano pesavam no máximo 50%). As opções, que são as disciplinas com médias mais elevadas, deixam de contar o mesmo que uma trienal ou bienal.

Novos desafios
A diferença na proporção de notas 20 e 19 atribuídas por colégios e por secundárias volta a ser abismal. De acordo com os dados das classificações internas divulgados pelo ministério da Educação, Ciência e Inovação, no ano passado 80% dos colégios não atribuíram uma única negativa. Entre as públicas, em 14 agrupamentos (2,9%) também não houve notas inferiores a 10 valores nas pautas. Na maioria das secundárias a proporção de negativas variou entre 1 a 9% do total de notas atribuídas.

Já entre os colégios, mais de um quinto das notas foram de 20 valores. Nas públicas, essa classificação máxima correspondeu a 6,2% do total de avaliações.

Para o presidente do Conselho das Escolas, em declarações ao JN a quantidade de notas máximas atribuídas “não é normal”. António Castel-Branco acredita que as alterações no ingresso na média do Secundário reduzirão este número de classificações máximas. Já o investigador Tiago Neves, que denunciou o fenómeno de inflação de notas, teme que as escolas “encontrem formas de continuar a inflacionar notas”.

O número de alunos estrangeiros a frequentar as escolas básicas e secundárias mais do que triplicou nos últimos anos. Para investigadores e diretores a integração destes estudantes é um dos maiores desafios do sistema de ensino, a par da falta de professores. Este ano, o Infoescolas divulgou dados por nacionalidade ao nível da taxa de conclusão no tempo esperado e revelou que, em todos os ciclos, os resultados dos alunos chineses e ucranianos são melhores do que os oriundos de países de língua oficial portuguesa.

Foi ainda criado um novo indicador que compara as classificações internas observadas atribuídas por cada escola com uma média nacional com base nas notas dadas por escolas com características socioeconómicas semelhantes. Em resposta enviada ao JN, o ministério da Educação, Ciência e Inovação explica que o indicador do “desalinhamento”, permite “conhecer melhor a realidade das regiões e das escolas ao nível dos resultados”.

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