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‘O Valor Económico da Língua Portuguesa’ foi abordado em Barcelos

A ACIB numa organização conjunta com a IMLUS – Instituto do Mundo Lusófono, realizou um seminário sobre “O Valor Económico da Língua Portuguesa” que contou com a presença de dezenas de empresários

Esta foi uma oportunidade para debater a importância da língua portuguesa nos negócios e, ao mesmo tempo, constituir-se como um encontro com responsáveis de países lusófonos.

Na sessão de abertura João Albuquerque, Presidente da ACIB destacou a importância da língua portuguesa como um importante veículo que permite fazer negócios, criar redes de parceiros e fomentar novos projetos.

Referindo que os mercados da lusofonia são hoje estratégicos para o crescimento das nossas exportações e para a captação de investimentos, insistiu na importância de se fomentar o uso da língua portuguesa e no investimento de recursos para que a mesma seja cada vez mais um instrumento de uso corrente.

Destacando as múltiplas iniciativas e parcerias que ACIB tem a desenvolver em países lusófonos, João Albuquerque, apelou ao reforço de ligações empresariais e institucionais. Aproveitando a presença da Senhora Embaixadora Cônsul-Geral de Angola lançou o desafio para que em conjunto com a Câmara Municipal se organize uma missão empresarial bem como o intercâmbio e fomento de projetos em parceria.

Isabelle de Oliveira, Presidente do Instituto do Mundo Lusófono disse que está na hora de usarmos a língua portuguesa como um veículo de negócios. A língua portuguesa é uma mais- valia que é negligenciada no plano económico, pode ser uma grande importância para união europeia, a Lusofonia deve-se transformar num espaço de desenvolvimento de trocas económicas.

Mário Constantino, Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, referiu que a língua portuguesa é um tema importante e atual, no sector económico e empresarial, nas relações com as pessoas e empresariais. Destacando que o povo português é empreendedor e dando como exemplo a associação de emigrantes em Toronto e Londres com pessoas de Barcelos.

Referiu que Portugal pode e deve alimentar esta questão da língua portuguesa para continuara a crescer e a expandir-se. “Portugal é um país tranquilo que dá estabilidade e confiança aos de fora, é um ambiente perfeito para o sector económico.” Mário Constantino congratulou-se por esta importante iniciativa se ter realizado em Barcelos e mostrou o apoio à mesma.

Luís Reto – Professor Emérito do ISCTE, Ex Reitor do ISCTE deu alguns dados com muito interesse, começou por referir que existem atualmente cerca de 7100 línguas no mundo. Já existiram cerca de 140 mil línguas que foram desaparecendo. Existem 264 milhões de pessoas que falam português, 220 milhões são nativos portugueses. Atualmente são 7 línguas globais, entre elas os vencedores da 2ª guerra mundial. Destacando que Espanha só está mais presente na Europa e América, enquanto o português está em todos os continentes sendo que a Africa subsariana vai crescer estima-se que 450 milhões de pessoas falarão português em 2100, é assim uma língua em crescimento. Quanto mais se falar a língua mais valor ela tem.

Vítor Ramalho – Presidente da Participar+ destacou que “temos de ter noção que a língua portuguesa que é adoptada por 8 países que fazem parte da CPLP, mas também pela região administrativa especial de Macau, e não é por caso há um conjunto grande países que aderiram a CPLP como observadores. Referiu ainda que “todos países de língua portuguesa têm uma fronteira com o mar, e isto é de enorme importância porque hoje nós vivemos num mundo completamente global. A China percebeu que não pode desvincular do português e instalou a língua portuguesa na maioria das universidades. Referiu que se tem de reforçar estratégias para possibilitar negócios“.

A Cônsul-Geral de Angola, Embaixadora Dulce Gomes refere que “o português é atualmente a língua oficial e continua a ser usada por emigrantes onde o português é habitual. Referiu ainda que “o tema de hoje constitui uma nova regra do estado atual não só para os povos falantes, como também no contexto geral de língua falada ao nível planetário, onde o português se apresenta como a 4ª língua mais falada. Termina dizendo que o crescimento demográfico em África é enorme e o ensino da língua portuguesa é fundamental para
estratégias de negócio”.

O seminário foi encerrado pelo Senhor Secretário de Estado da Cultura Alberto Santos que referiu o modo como nos expressamos, comunicamos e lidamos com os outros na nossa língua portuguesa e que se trata de um instrumento, uma ferramenta gratuita. Tendo de se fazer um investimento prioritário para as populações, pois sendo uma das principais ferramentas da comunicação, quanto mais interpretarmos mais podemos crescer no seu uso.

“A nossa língua é uma ponte entre continentes e estabelece pontes para a cultura de conhecimento, mas também do ponto de vista dos negócios”. Referiu também “que a leitura em Portugal está em crescimento sendo preciso desenvolver esta capacitação nos jovens, compreender mais e melhor o português”. Termina dizendo “que quanto mais um cidadão dominar a língua e souber comunicar mais pensamento critico terá, para resistir aio que está a acontecer no mundo, influenciando a nossa liberdade enquanto comunidade”.

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