O laboratório associado ARNET – Aquatic Research Network, que reúne mais de 700 investigadores de ciência aquática do Minho ao Algarve, vai realizar o seu primeiro encontro nacional nos dias 3 e 4 de julho, na Universidade do Minho. A iniciativa decorre no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga, e junta mais de uma centena de cientistas e profissionais da área, que vão debater sobre monitorização ambiental, riscos emergentes, biotecnologia e governação participativa, entre outros desafios.
A sessão de abertura é esta quinta-feira, às 11h00, com intervenções dos diretores das unidades fundadoras do ARNET: Pedro Raposo de Almeida, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE, Universidade de Lisboa); Cláudia Pascoal, do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA, UMinho) e Sara Raposo, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA, Universidade do Algarve).
Com o tema “Ciência nas políticas públicas: da investigação à decisão”, o programa inclui apresentações dos cinco domínios de investigação do ARNET, sessões de pitch com cientistas e ainda reuniões temáticas para reforçar a articulação interna da rede.
O segundo dia vai ser marcado pela mesa-redonda “Monitorizar, avaliar e agir: desafios para a gestão de sistemas aquáticos”, que conta das 9h30 às 11h30 com os oradores convidados António Martinho (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas), Frederico Lopes (Águas do Norte), Graça Fonseca (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte) e Pedro Raposo de Almeida (ARNET). A sessão tem a moderação de Cláudia Pascoal (CBMA, Escola de Ciências da UMinho) e a entrada é livre. Seguem-se as conclusões finais do Encontro e um momento informal de networking entre os participantes, promovendo a criação de sinergias.
Emergência ambiental exige decisores informados
“Vamos abordar nestes dois dias o trabalho desenvolvido e futuras iniciativas que garantam uma resposta eficaz aos múltiplos desafios societais”, resume o diretor do ARNET, Pedro Raposo de Almeida. “O cenário de emergência ambiental precipitada pelas alterações climáticas exige decisões políticas baseadas em saber científico sólido, pois os sucessivos erros de perceção e a falta de planeamento ambiental estratégico têm levado à delapidação do património natural de Portugal, pondo em risco a saúde dos ecossistemas e das populações humanas, com consequências económicas desastrosas”, acrescenta, defendendo também orientações claras que garantam a estabilização e valorização do sistema científico e tecnológico nacional.
Financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o ARNET integra três centros de investigação e 11 instituições anfitriãs, reunindo 742 investigadores e colaboradores. A sua missão é promover a ligação entre conhecimento científico, políticas públicas e ação no território, contribuindo para a sustentabilidade dos ecossistemas aquáticos.
