“Informar as populações antecipadamente. Sair dos escritórios e percorrer o terreno. Envolver as Juntas de Freguesia no processo. Incentivar a separação de resíduos. Gerir o serviço internamente”, estas são algumas das soluções apontadas por Filipe Silva, líder do PS Vila Verde, para resolver o problema do lixo em Vila Verde.
Em comunicado, o partido refere que a transição do serviço de recolha de resíduos urbanos em Vila Verde foi realizada “com o amadorismo e desleixo que há mais de 28 anos fustigam as nossas populações”. O candidato, Filipe Silva, acrescenta que “não houve planeamento, organização e estratégia. E o resultado está à vista: Toneladas de lixo amontoado um pouco por todo o concelho”.
“Com os problemas de água ainda por resolver”, o executivo que lidera a Câmara Municipal de Vila Verde “confirmou para lá de qualquer sombra de dúvida que não consegue gerir as questões primordiais para a vida das pessoas”.
Segundo o PS, esta situação “confirma também a falta de cultura democrática e respeito pelos contribuintes que pagam os seus salários, mantendo um silêncio ensurdecedor sobre o assunto. Em democracia esclarecer não é um favor, é uma obrigação. Em democracia exige-se que haja uma informação prévia, colocada nos locais para depósito do lixo. Exige-se que haja um assumir de responsabilidades em todas as circunstâncias. Exige-se clareza e transparência”.
Filipe Silva acusa o executivo de vir a público “só em festas e inaugurações para sorrir para as fotografias. Sempre que as coisas correm mal, refugiam-se nos escritórios sob a brisa refrescante do ar condicionado. Nem uma explicação. Nem uma justificação. Nem um pedido de desculpas. Nada! E depois vem a empresa concessionária a público para se justificar”.
E acrescenta: “Se houve algum incumprimento do contrato, cabe à Câmara aplicar as respetivas penalizações. Se não houve, cabe à Câmara vir a terreiro assumir responsabilidades e apontar soluções, em vez de se limitar a pedir às pessoas para terem paciência”.
Envolver as Juntas de Freguesia
Segundo o PS, a transição foi realizada “sem qualquer preparação e sem o envolvimento direto das Juntas de Freguesia, que poderiam certamente dar um enorme contributo no processo”.
Deveria ter também sido prestado “maior apoio à empresa concessionária, com acompanhamento nos primeiros trajetos com pessoas que efetivamente conheçam as nossas ruas e estradas, já que as rotas traçadas nem sempre corresponderam à realidade no terreno”.
Gestão interna dos resíduos
No entanto, para Filipe Silva a solução seria outra: “a gestão interna do serviço é uma opção duplamente vantajosa. Por um lado, é mais económico para o erário público e para os contribuintes. Por outro, permite prestar um serviço de maior qualidade. No entanto, implica trabalho de quem gere”.
Recorde-se que o Partido Socialista votou contra a realização de um contrato de dez anos para a recolha de resíduos urbanos, considerando-o “no mínimo precipitado. O período é demasiado extenso numa área em que se prevê grandes mudanças a curto prazo”.
