Curiosidades

Estudo revela as 20 cidades mais ruidosas do mundo e Portugal está fora da lista

Um estudo recente conduzido pela plataforma de ensino de idiomas Preply revelou as 20 cidades mais barulhentas do mundo, avaliando fatores como tráfego, densidade populacional, níveis de ruído e até avaliações online sobre o ambiente sonoro local. Portugal está fora da lista.

Paris surge como a cidade mais ruidosa do planeta, seguida por Nova Iorque, Hong Kong, Londres e Los Angeles. A lista inclui ainda metrópoles como Tóquio, São Paulo, Barcelona e Cidade do México – todas com elevados níveis de poluição sonora, amplificados pela densidade urbana, festas, turismo ou obras constantes.

Portugal não aparece neste top 20, o que pode ser interpretado como um sinal positivo, mas não necessariamente tranquilizador. “Não figurar na lista não significa que estejamos imunes aos efeitos da poluição sonora. O ruído nas cidades portuguesas tem vindo a crescer, sobretudo nas áreas urbanas mais densas e nas zonas turísticas”, alerta Celso Martins, audiologista e Responsável Técnico da Minisom.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, níveis de ruído superiores a 65 decibéis já podem causar danos ao bem-estar e à saúde auditiva, sobretudo em situações de exposição prolongada. O impacto pode incluir dificuldades de concentração, perturbações do sono, stress, zumbidos e, a longo prazo, perda auditiva.

O mesmo estudo destaca que ambientes ruidosos não afetam apenas o conforto, mas também a qualidade da comunicação e a saúde mental. A crescente urbanização e o estilo de vida 24/7, característicos de várias das cidades listadas, são vistos como fatores preocupantes.

A Minisom sublinha a importância da prevenção e sensibilização. “Cada vez mais pessoas vivem expostas a ruído contínuo e não se apercebem dos efeitos cumulativos que isso pode ter. A proteção auditiva e a vigilância da audição ao longo do tempo são medidas simples, mas essenciais”, refere Celso Martins.

Para quem vive ou trabalha em ambientes ruidosos, o uso de proteção auditiva, pausas sonoras e rastreios regulares são boas práticas que podem evitar consequências mais graves.

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