O vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Braga, Filipe Aguiar, votou contra a ratificação do ingresso do Município na Rede Europeia de Saúde Mental, apresentando uma declaração de voto onde defende que a saúde mental é um tema sério demais para ser instrumentalizado por agendas ideológicas ou por estruturas burocráticas europeias afastadas da realidade local. Segundo o vereador, o voto contra não coloca em causa a importância da saúde mental, mas sim o modelo político-institucional subjacente à Rede.
Filipe Aguiar sublinha que a Carta de Princípios da Rede assume valores como “igualdade de género”, “diversidade cultural”, “inclusão” e “justiça social”, linguagem que considera típica da agenda ideológica europeia e que, na prática, tem servido para promover ideologia de género, políticas identitárias e multiculturalismo sem integração.
Ao exigir políticas “alinhadas com os princípios da Rede” e ao criar sistemas de monitorização, indicadores comuns e relatórios, produz um mecanismo de pressão para conformidade ideológica. O que hoje se apresenta como “não vinculativo” torna‐se amanhã critério de boa prática, chave de acesso a financiamento e selo de “município inclusivo” para quem submeter-se.
O vereador alerta para o risco de Braga se envolver em mais uma estrutura transnacional excessivamente burocrática, mas que pouco contribuem para resolver os problemas concretos das crianças e jovens bracarenses que sofrem de depressão, ansiedade, dependências ou solidão.
Na sua declaração de voto, o vereador destacou ainda a ligação entre a Rede e o Programa “EquiliBragaMente” desenvolvido pelo Gabinete Municipal de Saúde da Câmara Municipal de Braga com normas de funcionamento aprovadas no final de 2024, e que incluem conteúdos de “Sexualidade e Orientação de Género” em contexto escolar, considerando que esta abordagem ultrapassa o apoio clínico e entra no campo da formação ideológica de crianças e jovens, algo que o CHEGA rejeita.
“O CHEGA não vota contra a saúde mental. Vota contra transformar a saúde mental num cavalo de Troia da ideologia de género, da cultura woke e da dependência de redes europeias que começam por recomendar e acabam por impor”, afirmou Filipe Aguiar.
O vereador defende que Braga deve apostar em respostas locais e concretas: mais médicos, mais psicólogos, equipas no terreno, apoio às famílias e comunidades fortes, em vez de aderir a redes europeias que promovem agendas ideológicas distantes da realidade dos cidadãos.
