O Município de Braga procedeu à constituição do Conselho Municipal de Segurança, um novo mecanismo de governação local que reúne entidades de diferentes áreas de intervenção com atuação no concelho, com o objetivo de aprofundar o conhecimento da situação de segurança e promover respostas coordenadas e preventivas.
A sessão, que decorreu no Museu D. Diogo de Sousa, foi presidida pelo vice-presidente da Câmara Municipal, Altino Bessa, que sublinhou o carácter estratégico do novo órgão. “Mais do que um órgão consultivo, queremos um órgão estratégico. Um espaço de leitura permanente da cidade, capaz de antecipar problemas e dar respostas concretas”, afirmou.
O Conselho tem como missão formular propostas para os problemas de segurança existentes no território e promover a discussão sobre fenómenos que impactam diretamente a vida dos bracarenses, desde a criminalidade no espaço público à violência doméstica, passando pela sinistralidade rodoviária e pela exclusão social.
Altino Bessa sublinhou que a segurança depende também de coesão social, de políticas de juventude e de espaço público qualificado, recusando uma visão redutora centrada apenas na criminalidade.
O modelo de funcionamento inclui um Conselho Restrito, estrutura mais ágil e operacional, vocacionada para a análise de situações específicas e para o trabalho contínuo em torno do policiamento de proximidade. Está também prevista a participação direta dos munícipes, permitindo que as preocupações de quem vive a cidade sejam integradas no trabalho do Conselho.
Esta iniciativa traduz uma escolha clara de Braga, uma cidade que antecipa, previne e atua, onde as instituições trabalham em rede e a segurança é uma responsabilidade de todos.
