Um novo inquérito Eurobarómetro revela que quase metade das pequenas e médias empresas (PME) europeias (46%) enfrenta dificuldades em encontrar trabalhadores com as competências adequadas.
O recrutamento de cidadãos de países terceiros continua a ser limitado, de acordo com o inquérito. Uma em cada sete pequenas e médias empresas (PME) tentou contratar trabalhadores fora da União Europeia (UE) nos últimos dois anos.
Entre as que recrutaram cidadãos de países terceiros (14% da amostra), 54% descreveram o processo de recrutamento como difícil. Em Portugal, este valor desce para 49%. No entanto, metade dos inquiridos (50%) considerou o processo de recrutamento «totalmente fácil», sugerindo uma perceção mais positiva da contratação de trabalhadores de países terceiros em comparação com os resultados globais do inquérito.
A complexidade dos procedimentos administrativos e de imigração é o obstáculo mais frequentemente citado (31%), seguido da dificuldade em encontrar candidatos adequados (25%) e de superar as barreiras linguísticas (24%). Em Portugal, no entanto, o principal desafio referido pelas PME é encontrar candidatos adequados (23%). Segue-se a limitação de recursos internos para gerir o processo de recrutamento (18%) e os procedimentos de recrutamento e imigração complexos ou morosos (14%).
De acordo com o inquérito, a maioria das empresas (85% a 90%) gere diretamente o recrutamento de trabalhadores de fora da UE. O conhecimento das PME sobre o apoio público ao recrutamento internacional é limitado. O recurso a agências de recrutamento privadas é significativamente mais elevado no caso do recrutamento internacional.
As empresas consultadas sugerem que o recrutamento fora da UE poderia ser melhorado através de apoio financeiro (31%), informação e orientação (25%), assistência na procura de candidatos (23%), ajuda na integração no local de trabalho (20%) e apoio à imigração e à relocalização (18%). Foram identificadas prioridades semelhantes entre as PME portuguesas, com o apoio financeiro (27%) e a informação e orientação (24%) a emergirem como as medidas mais valorizadas. A assistência na procura de candidatos foi citada por 20% dos inquiridos, seguida do apoio à imigração e à relocalização (16%) e da ajuda à integração no local de trabalho (10%).
