Os pedidos de serviços de construção e remodelação cresceram 93% no primeiro semestre de 2026 face ao período homólogo, revela a Fixando, plataforma líder na contratação de serviços online em Portugal, refletindo o crescente investimento dos portugueses na melhoria e valorização das suas habitações.
O aumento da procura coincide, contudo, com uma redução significativa da capacidade de resposta dos profissionais. Se em 2025 cerca de 75% dos pedidos recebiam resposta por parte de especialistas, este ano essa taxa desceu para apenas 28%, evidenciando a pressão crescente sobre um setor que enfrenta escassez de mão de obra.
Segundo Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando, «estes números mostram um mercado muito dinâmico, mas também revelam um desequilíbrio entre a procura e a oferta de profissionais. Há cada vez mais portugueses a querer construir, remodelar ou reabilitar as suas casas, mas a disponibilidade dos especialistas não está a acompanhar esse crescimento».
Habitação e reabilitação impulsionam procura
A tendência acompanha a necessidade crescente de valorização do parque habitacional português e o dinamismo da construção e da reabilitação. Entre os serviços mais procurados na plataforma destacam-se:
+Remoção de lixo e entulho (27%);
+Construção de casa modular (13%);
+Construção civil (12%);
+Remodelações (12%);
+Obras em casa (10%);
+Remoção de amianto (6%);
Segundo a Fixando, este perfil demonstra que os consumidores estão a apostar tanto em intervenções de grande dimensão como em melhorias e modernização das habitações existentes.
Lisboa lidera procura, seguida do Porto e Setúbal
Em termos geográficos, Lisboa concentra 27% dos pedidos registados, assumindo-se como o distrito com maior atividade, seguida do Porto (14%) e Setúbal (12%).
Também Aveiro, Braga, Faro, Leiria e Santarém apresentam um peso relevante, com 6% dos pedidos cada, evidenciando uma procura distribuída por praticamente todo o território nacional.
Pressão sobre o setor poderá aumentar tempos de espera
Para a Fixando, os dados demonstram que o mercado enfrenta um desafio estrutural: a procura está a crescer a um ritmo muito superior à capacidade instalada dos profissionais.
Esta realidade poderá traduzir-se em maiores tempos de espera para os consumidores, agendas mais preenchidas para empresas e trabalhadores independentes e maior dificuldade em encontrar especialistas disponíveis para iniciar novos projetos.
Ao mesmo tempo, representa uma oportunidade para profissionais e empresas do setor reforçarem a sua presença no mercado, num contexto em que a procura continua a superar largamente a oferta.
