A Associação Industrial Portuguesa (AIP) está preocupada com as projeções apresentadas e que apontam para que Portugal possa vir a dispor de menos 16% de financiamento europeu no próximo ciclo orçamental, no Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da União Europeia para o período 2028-2034. Este quadro reflete a redefinição das prioridades estratégicas da União Europeia, com maior enfoque na competitividade, inovação, defesa, segurança, autonomia estratégica e transição digital e energética.
Este novo enquadramento exigirá uma maior preparação das empresas portuguesas para competir pelos programas europeus de acesso direto, tradicionalmente mais aproveitados pelos Estados-Membros com economias mais desenvolvidas.
A AIP alerta que entre as propostas atualmente em discussão, no contexto europeu, destaca-se a redução de cerca de 13% da Política de Coesão e de 10% da Política Agrícola Comum, a par do reforço dos programas geridos diretamente pela Comissão Europeia e da criação do Fundo Europeu para a Competitividade, com uma dotação prevista de 275 mil milhões de euros.
O Presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, destaca “a importância de as associações empresariais acompanharem de forma proativa a evolução das políticas europeias, preparando-se para um novo enquadramento financeiro que exigirá maior capacidade de acesso aos programas comunitários”.
Com o objetivo de aumentar o conhecimento, a AIP vai promover mais duas sessões de capacitação dedicadas ao próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da União Europeia para o período 2028-2034, dando sequência à primeira que reuniu, em Coimbra, dirigentes e técnicos de cerca de 40 associações empresariais para analisar as principais alterações em discussão para o futuro orçamento da União Europeia e os seus impactos na competitividade das empresas portuguesas.
A próxima realiza-se no dia 9 de setembro, no Salão Nobre da Associação Empresarial de Braga, e destina-se às associações empresariais da região Norte. A segunda terá lugar no dia 17 de setembro, na sede da AIP, em Lisboa, sendo dirigida às associações empresariais do Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve.
Com as sessões de Braga e Lisboa, a AIP pretende alargar este trabalho de capacitação ao conjunto do movimento associativo empresarial, contribuindo para que as associações estejam melhor preparadas para apoiar as empresas na identificação das oportunidades de financiamento e na adaptação ao próximo ciclo de programação europeia.
