O regresso às aulas é, para muitos alunos, sinónimo de entusiasmo: um novo ano, novas aprendizagens, reencontro com colegas e novas amizades.
Para os encarregados de educação, representa também um período de maior pressão sobre o orçamento familiar e consequentemente, de ginástica financeira. Entre a compra de material escolar, a necessidade de equipamentos tecnológicos e a gestão de diferentes despesas associadas ao início do ano letivo, planear antecipadamente é essencial para evitar gastos desnecessários e manter o orçamento sob controlo.
As mais recentes conclusões do estudo “Regresso às Aulas”, do Observador Cetelem, centro de estudos do BNP Paribas Personal Finance, revelam que, entre os principais desafios identificados pelas famílias, estão o custo do material escolar e a integração da Inteligência Artificial no dia a dia dos alunos.
Carteira: otimizar o investimento em material escolar
Faça o inventário antes de ir às compras, verificando o que já tem em casa em bom estado e pode ser reaproveitado neste novo ano. Para responder à crescente necessidade de equipamentos tecnológicos, como computadores e tablets, a aquisição de material recondicionado ou em segunda mão é uma alternativa que reduz custos sem comprometer a qualidade, desde que privilegie fornecedores de confiança e equipamentos com garantia. Com um custo médio estimado de 579 euros por estudante, esta é já uma solução equacionada por 59% das famílias.
Tecnologia: Acompanhar a IA e os ecrãs com critério
Encare a IA como aliada, não como substituta. Acompanhe a forma como o seu educando utiliza estas ferramentas e incentive o seu uso como complemento pedagógico, para esclarecer dúvidas, e não para a realização integral de trabalhos. Vale a pena manter um diálogo aberto sobre os riscos de recorrer à IA para contornar a leitura de livros ou copiar respostas. A tecnologia é já parte integrante da rotina de estudo, com 81% dos alunos a utilizarem
ferramentas de IA nas tarefas escolares.
Estabeleça limites de ecrã em casa
O regresso às aulas exige concentração. Estenda ao ambiente familiar a boa prática já adotada nas escolas, definindo limites para a utilização de smartphones e redes sociais durante as horas dedicadas ao estudo, de forma a mitigar potenciais impactos no desempenho. Um ano após a sua introdução, e agora alargada, a proibição de telemóveis nas escolas é avaliada positivamente por 74% dos encarregados de educação.
Bem-estar: proteger a saúde mental e emocional
Dê prioridade à escuta ativa. As inquietações com o ambiente escolar ultrapassam a esfera económica. A ansiedade gerada pela incerteza quanto aos exames nacionais, em particular no ensino secundário, e as preocupações com a segurança e o bullying exigem atenção redobrada.
Mantenha um canal de comunicação aberto e sem julgamentos, em que o seu educando se sinta seguro para partilhar receios, perceber como pode reagir e, se for caso disso, denunciar.
