Vila Verde

JSD/Vila Verde mobiliza jovens em ação de recolha de lixo na zona de lazer de Porto Carrero

A Juventude Social Democrata de Vila Verde mobilizou, este fim de semana, um grupo de jovens numa campanha de sensibilização ambiental na zona de lazer de Porto Carrero, em Soutelo. Sob o lema “Juntos fazemos a diferença!”, a iniciativa incluiu uma recolha de lixo e contou com a presença do vereador das Freguesias, Ambiente e Juventude, Carlos Tiago Alves.

“Esta atividade correu muito bem, com os jovens a aderir com entusiasmo a esta ação de recolher o lixo e contribuir para melhorar o ambiente. É também uma boa lição sobre a importância dos nossos pequenos gestos na vida do dia-a-dia”, resumiu o presidente da JSD de Vila Verde, Rodrigo Sousa, que agradeceu a presença de todos.

Foram recolhidos alguns sacos de lixo, mas o estado do espaço surpreendeu pela positiva. O vereador, tal como os restantes participantes, ficou agradado com a limpeza do local, que todos consideraram bastante cuidado. Para Carlos Tiago Alves, é prova do empenho do Município nas políticas ambientais e do bom trabalho dos vilaverdenses. O autarca defendeu que o concelho está a caminhar para ser “cada vez mais sustentável”.

A iniciativa, que contou também com a participação de membros da Junta de Freguesia de Soutelo, assentava em três ideias: recolha de lixo, proteção do ambiente e discussão de metas para o futuro do ambiente por parte do Município. A promessa da juventude é manter o ritmo: “Vamos continuar assim, cada vez com mais atividades.”

Menos resíduos, menos custos
Carlos Tiago Alves felicitou a JSD pela escolha de um tema que considerou “um dos mais importantes” para a geração mais jovem. O vereador, lembrou que os resíduos têm hoje novas metas a cumprir, dando o exemplo da Câmara de Aveiro.

Como noticiou recentemente o Jornal de Notícias, Aveiro “prepara-se para gastar, nos próximos oito anos, o triplo do que gastou, desde 2018 até agora, na aquisição de serviços de recolha e transporte de resíduos urbanos”.

Destacou ainda os biorresíduos, explicando que se tratam de “restos alimentares que têm valorização para a agricultura e que representam cerca de 30% do que é enviado do nosso Município, segundo o sistema intermunicipal da BRAVAL”.

Para além do valor pago à empresa de recolha, o Município paga 75 euros por cada tonelada tratada, um custo que, segundo o autarca, deverá ter “um crescimento exponencial” até 2030. “O cidadão tem de reduzir”, defendeu, recordando a política dos ” 5 R’ “: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar.

Ecocentro e recolha de biorresíduos em 2027
O vereador apresentou ainda a estratégia do Município para o próximo ano. Está prevista a construção de um ecocentro para depositar “monstros” domésticos e resíduos verdes, como restos de poda e de relva. Segundo o autarca, é uma resposta a quem, sobretudo nas zonas mais urbanas, não tem onde colocar estes resíduos.

O Município vai também iniciar a captação e recuperação de biorresíduos nas escolas, em simultâneo com contentores em Vila Verde, Soutelo, Lage e Vila de Prado. No futuro, os cidadãos que quiserem aderir pedem um cartão e, “quanto mais biorresíduos forem colocando”, mais reduzem a fatura.

“Temos de cumprir as metas, porque senão quem paga somos todos nós”, alertou Carlos Tiago Alves, apelando à colaboração de todos: “Quanto menos produzirmos, menos se paga.”

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