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Universidade de Coimbra atribui Doutoramento Honoris Causa a Artur Santos Silva

O jurista e administrador de empresas Artur Santos Silva vai receber o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra (UC), sob proposta da Faculdade de Direito (FDUC). A cerimónia decorre na sexta-feira, dia 16, a partir das 10h30, na Sala Grande dos Atos (Sala dos Capelos).

Artur Santos Silva “satisfaz, de forma inequívoca e exemplar, os requisitos de mérito, distinção e ligação institucional que legitimam e enobrecem a concessão do grau de Doutor Honoris Causa”, sublinha a proposta da FDUC para a atribuição da distinção, destacando a “vida, obra e serviço público” do fundador do banco BPI, “unanimemente reconhecido como figura de elevada distinção pública, exemplar nos planos da seriedade, integridade e sentido de responsabilidade cívica”.

Elogiando a “excecional capacidade de liderança” de Artur Santos Silva na Sociedade Portuguesa de Investimentos/Banco Português de Investimento (BPI) – “instituição de que se tornou o principal artífice e símbolo ao longo de décadas” –, assim como a “forma igualmente assinalável” como se distinguiu “no plano cívico e cultural”, enquanto Presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, membro do Conselho de Administração da Fundação de Serralves e Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, a FDUC ressalva também a sua “antiga, constante e institucionalmente significativa” ligação à Universidade de Coimbra, onde se formou e exerceu funções docentes.

“A sua ligação à Universidade e à Faculdade prolongou-se ao longo de décadas, sendo marcada por constante lealdade institucional, dedicação e apoio efetivo. Merece especial destaque o papel relevante que desempenhou no apoio decisivo do Presidente Jorge Sampaio ao projeto da nova Biblioteca da Faculdade de Direito, bem como o contributo material e institucional prestado, a partir de funções exercidas no BPI e na Fundação “la Caixa”, a diversos projetos da Universidade de Coimbra”, refere a proposta de atribuição do grau, que salienta a “participação ativa” de Artur Santos Silva, nos órgãos de governo da UC, como membro da Assembleia Estatutária (2007–2008) e do Conselho Geral (2019-2012), ao qual presidiu “assegurando com elevado sentido institucional a consolidação do novo modelo de governação universitária”.

A cerimónia de atribuição do Doutoramento Honoris Causa, com Pedro Costa Gonçalves (Diretor da FDUC) como padrinho oficial e António Avelãs Nune (Professor Catedrático jubilado da FDUC) como Apresentante (ou padrinho não oficial), vai contar com as intervenções de Jónatas Machado (elogio do candidato) e Ana Raquel Moniz (elogio do Apresentante), também docentes da FDUC.

Sobre o homenageado:
Nascido a 22 de maio de 1941, Artur Eduardo Brochado dos Santos Silva licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e frequentou o Stanford Executive Program, na Stanford University (EUA). Do seu vasto currículo profissional, destacam-se atividades desenvolvidas em diversas áreas de relevância pública e social – da academia à banca –, sobressaindo igualmente a sua extensa atividade cívica e de apoio às artes e cultura.

Foi assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e professor convidado da Universidade Católica do Porto, tendo integrado órgãos de governo de diferentes instituições de ensino superior e presidido ao Conselho Geral da Universidade de Coimbra (2009-2012) e da Universidade do Porto (2017-2021).

Teve uma longa carreira na banca, iniciada em 1968, como diretor do Banco Português do Atlântico. Em 1981, fundou a Sociedade Portuguesa de Investimento, que deu origem ao BPI – do qual foi Presidente Executivo até 2004, Presidente do Conselho de Administração entre 2004 e 2017 e Presidente Honorário desde essa data. Foi também Secretário de Estado do Tesouro no VI Governo Provisório (1975/1976) e Vice-Governador do Banco de Portugal (1977/1978).

Desempenhou funções de gestão e administração em instituições de referência como a Fundação Calouste Gulbenkian (2012-2017), a COTEC Portugal (2006-2009), a Fundação Casa da Música (2006-2012) e a Partex (2012-2017), entre muitas outras. Foi também Presidente para as Comemorações do Centenário da República (2008-2011) e Administrador não-executivo da Jerónimo Martins.

Recebeu distinções honoríficas como a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, tendo também sido condecorado como Chevalier de la Légion d’Honneur, em França.

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