Câmara de Braga tem uma pré-aprovação do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) para a construção de 298 apartamentos a custos controlados na freguesia de Lamaçães, foi hoje anunciado.
Em declarações aos jornalistas no final da reunião quinzenal do executivo, o presidente da Câmara, João Rodrigues, sublinhou que o passo seguinte é “submeter uma candidatura a sério” para o avanço da construção.
“Há uma candidatura pré-aprovada pelo IHRU, que diz que o nosso projeto cumpre as regras do arrendamento acessível e que, portanto, pode ser submetido a um processo de candidatura para edificação desses 298 apartamentos”, explicou o autarca.
João Rodrigues não adiantou prazos nem o valor do investimento, mas sublinhou que, em termos de habitação, o município não se limita àqueles 298 apartamentos.
“Nós estamos a trabalhar muito mais do que isso”, apontou.
A questão da habitação dominou a reunião de hoje, com a oposição a pedir, designadamente, o ponto da situação relativamente a projetos anunciados para a “zona dos galos”, o Picoto e o Monte de S. Gregório.
João Rodrigues respondeu que está tudo “a ser tratado”.
Ainda no campo da habitação, ou da falta dela, o movimento Amar e Servir Braga questionou que intervenção está a ser feita junto dos sem-abrigo da cidade.
O presidente da câmara respondeu que, neste momento, haverá na cidade alojamento com capacidade para acolher todos os que dormem na rua.
O problema, referiu, é que há pessoas cuja opção é “permanecer no espaço público” e em relação a essas, muitas vezes, há muitas dificuldades de intervir”.
“No limite, não se pode fazer nada”, vincou.
Na reunião, foi ainda abordada, também pelo movimento Amar e Servir Braga, a questão do estado de abandono e degradação do antigo convento do Carmo e do Recolhimento das Convertidas.
João Rodrigues lembrou que o antigo convento do Carmo é propriedade privada, mas deu conta de que haverá um promotor interessado na reabilitação do edifício.
Por outro lado, sublinhou que o Recolhimento das Convertidas também não está sob a alçada do município, sendo ainda pertença do Estado central.
“Mas queremos ficar com aquele edifício com tanta história”, referiu, lembrando que se anda a discutir a transferência de propriedade “há mais de 20 anos”.
