Em Abril, o Memória do Lugar apresenta o seu segundo episódio, com o coração e a alma, dedicado ao universo dos cordofones tradicionais do Minho.
Integrado na linha transversal de saber-fazer, esta activação articula-se com o Dia Mundial do Artesão e com os Dias Europeus dos Ofícios Artísticos / European Crafts Days, que decorrem de 7 a 12 de Abril.
Este segundo episódio do Memória do Lugar procura tornar visível um saber-fazer enraizado no território. Entre a palavra, a música, o gesto e a matéria, com o coração e a alma convida a olhar de mais perto um universo em que construção, escuta e transmissão continuam inseparáveis.
Ao longo de dois sábados consecutivos, o programa propõe uma aproximação pública a este universo a partir de duas entradas complementares: a escuta e o fazer.
O primeiro momento, Cordofones do Minho | o ofício e o som, realiza-se amanhã, sábado, 11 de Abril, às 17h00, no Teatro Afonso Fonseca, no Escola Secundária Sá de Miranda. Em formato de conversa musicada, reúne o violeiro Domingos Machado e participantes ligados ao universo da música, criando um espaço de encontro em torno do ofício da construção artesanal, da memória musical e da transmissão do saber. A entrada é livre e a duração prevista é de 75 minutos.
O segundo momento, Cordofones do Minho | o gesto e a forma, terá lugar no sábado seguinte, 18 de Abril, às 11h, na sala multiusos do gnration. Trata-se de uma demonstração comentada de construção artesanal, conduzida por Alfredo e Domingos Machado, centrada no processo de construção de um cavaquinho. Também com entrada livre e duração prevista de 60 minutos, esta sessão desloca o foco para os materiais, as ferramentas e os gestos envolvidos na construção de um cordofone tradicional do Minho.
Com este segundo episódio, o Memória do Lugar prossegue o seu trabalho de aproximação pública ao património, aos saberes e às memórias que habitam os lugares, propondo formas de leitura da cidade ancoradas na experiência, na escuta e na transmissão.
