52 artistas. 78 obras para ver a partir de sábado até 27 de novembro na Biblioteca de Vila Verde. A XI edição da bienal internacional de arte jovem já tem premiados e hoje foram conhecidos mais pormenores. Para o coordenador artístico da iniciativa, “cada vez mais, a bienal tem que mostrar todas as tendências artísticas”.
Este ano, houve uma duplicação do número de trabalhos apresentados que podem ser vistos ou por marcação ou pelas visitas já agendadas, que requerem marcação prévia e onde serão cumpridas todas as normas emanadas da DGS.

“Um mês de cultura”. É assim que Luís Coquenão se refere a todo o programa artístico que foi criado à volta da mostra. Haverá uma residência artística da brasileira Mónica Mindelis, uma conferência em parceria com o Instituto Politécnico do Porto e, em novembro, um ciclo de conferências onde se destaca a apresentação do plano nacional de artes pelo seu curador, num altura em que será assinado um protocolo entre a câmara e esta estrutura.
Luís Coquenão reconhece que “houve uma seleção de obras por dois motivos: uma questão de espaço expositivo e qualidade das obras. É difícil saber o que é arte ou não mas será sempre a qualidade de execução que irá decidir quando tivermos que fazer escolhas”.

A vereadora da Cultura lembrou que a “bienal, desde 1999, tem vindo a cumprir o seu papel de promover e projetar novos talentos, servindo mesmo como rampa de lançamento para o mundo das artes”.
Júlia Fernandes realçou o papel da iniciativa na criação de novos públicos para as artes, dando como exemplos a Bienal na Escola que tem obras na exposição ou a criação de um curso de artes na Escola Secundária. “Tem feito o seu caminho de sucesso”.
Este ano, houve necessidade, por causa da pandemia, de reinventar a Bienal tornando-a mais digital. Aliás, um aspeto que foi realçado pelo presidente da Câmara de Vila Verde.

Para António Vilela esta “é uma bienal bem diferente dos anos anteriores”. Depois de ter sido adiada, terá menos participação presencial e mais digital: “vai chegar a mais pessoas e a diferentes partes do Mundo”. O autarca destacou a qualidade das obras e a diversidade das áreas: “é uma iniciativa que tem vindo a projetar o concelho além-fronteiras e dá uma oportunidade para quem quer seguir o mundo das artes aproveitando o seu talento”.
Participantes
Foram apresentados a concurso 119 projetos, de 78 concorrentes nacionais e internacionais, entre os quais Brasil, Espanha, Colômbia e Angola. Dos trabalhos apresentados foram seleciondas 78 obras de diversas modalidades (fotografia, pintura, instalação, escultura e vídeo), sendo que três delas resultam da iniciativa “Bienal na Escola”.

O primeiro prémio em ex aequo foi para “Pedras No Sapato” de Pedro Cunha e “Baia Mar” de Bruno Grilo. O segundo prémio coube a Juliana Julieta com “O Sonho de Ontem” e o prémio revelação é uma instalação vídeo de Mário Diogo “Quem Sou Eu e Nós?”. Houve ainda três menções honrosas: “RGB” de João Sousa Dias, “Máscara I” de Diogo Nogueira e “Feel Like Home” de Rafael Oliveira.
