Curiosidades

Corrida à limpeza de terrenos faz disparar procura antes do verão

Com a subida das temperaturas e a aproximação da época mais crítica de incêndios, os portugueses estão novamente a correr contra o tempo para limpar terrenos. Os dados da plataforma Fixando – líder na contratação de serviços online em Portugal – mostram um forte aumento da procura por serviços de limpeza de terrenos, desmatação, jardinagem e remoção de entulho nos primeiros meses deste ano.

Entre janeiro e maio, os pedidos de limpeza de terrenos registaram crescimentos até 142% face ao mesmo período de 2025, com março e abril a concentrarem os maiores picos de procura.

A pressão aumentou também após o Governo ter prolongado os prazos de limpeza de terrenos até 30 de junho em todo o território nacional.

Segundo a Fixando, o aumento da procura está já a provocar dificuldades na resposta por parte das empresas do setor, com falta de mão de obra disponível e subida dos preços praticados durante os meses de maior calor.

«Todos os anos verificamos que muitos proprietários deixam a limpeza dos terrenos para demasiado tarde, o que cria enorme pressão sobre os profissionais numa altura crítica para a prevenção de incêndios», afirma Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando.

A plataforma refere ainda que, entre junho e setembro, aumentam significativamente os pedidos urgentes, normalmente associados a notificações, incêndios próximos ou necessidade imediata de intervenção.

Os especialistas alertam que a limpeza regular dos terrenos continua a ser uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de propagação de incêndios florestais.

«Atuar cedo permite reduzir custos, melhorar a segurança e evitar situações de emergência durante o verão», sublinha Tiago Carvalho, especialista do setor. O profissional destaca ainda que a gestão de combustível reduz a intensidade das chamas, diminui a velocidade de propagação do fogo e melhora as condições de atuação dos bombeiros.

Para a Geonacional, um dos principais desafios continua a ser a falta de acompanhamento contínuo dos terrenos e a desigualdade na aplicação da fiscalização entre diferentes regiões do país. «A prevenção deve ser encarada como um trabalho permanente e não apenas sazonal», defendem os responsáveis da empresa.

Já a W&N Garden alerta que, apesar da crescente sensibilização pública, muitos proprietários continuam sem cumprir a legislação. «Na nossa experiência, menos de metade dos proprietários cumpre regularmente as obrigações de limpeza dos terrenos», afirmam os especialistas, que destacam igualmente o aumento da procura e das dificuldades operacionais durante os períodos de incêndio.

A Fixando recomenda que os pedidos de limpeza sejam feitos preferencialmente entre fevereiro e março, permitindo maior disponibilidade de profissionais e custos mais reduzidos antes do pico da procura.

Atualmente, a Fixando conta com cerca de 8.000 especialistas e empresas registadas nestas categorias de serviços.

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