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Guimarães acolheu as comemorações nacionais do Dia Mundial do Dador de Sangue e enalteceu o poder da solidariedade

Guimarães acolheu este domingo as comemorações nacionais do Dia Mundial do Dador de Sangue 2026, promovidas pela Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES). Sob o lema “Uma gota de humanidade. Dê sangue. Salve vidas”, a iniciativa reuniu centenas de dadores, dirigentes associativos, representantes de entidades públicas e cidadãos de vários pontos do país numa homenagem a todos aqueles que, através de um gesto voluntário, regular e benévolo, ajudam diariamente a salvar vidas e a dar esperança a milhares de pessoas e famílias.

Na sessão oficial, realizada no Pavilhão Multiusos de Guimarães, o Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, sublinhou o simbolismo e sentido de responsabilidade com que a cidade acolheu as comemorações nacionais. O autarca enalteceu a generosidade dos dadores como um exemplo de cidadania e de compromisso com o próximo. “Este pequeno gesto dá esperança, confiança e mais tempo a muitas pessoas e famílias. É um gesto simples, mas profundamente humano e muitas vezes decisivo para salvar vidas”, afirmou.

As comemorações tiveram este ano um significado particularmente especial ao assinalarem os 40 anos da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Guimarães, uma instituição que se tornou uma referência nacional de solidariedade e compromisso com a vida. Com cerca de 5.300 dadores inscritos e perto de 10 mil unidades de sangue recolhidas anualmente, é a associação que mais contribui para a dádiva de sangue em Portugal e que, há 13 anos consecutivos, lidera a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue.

Ricardo Araújo deixou, por isso, uma palavra de reconhecimento e agradecimento à associação e ao seu presidente, Alberto Mota, que classificou como “um nome inseparável da história da dádiva de sangue em Guimarães e no país”. O Presidente da Câmara enalteceu igualmente o trabalho dos dirigentes, voluntários, profissionais de saúde e, sobretudo, o altruísmo de todos os dadores. “Estes números enchem-nos de orgulho, mas aquilo que verdadeiramente representam são milhares de gestos de generosidade e de cuidado pelo próximo. São pessoas que, sem conhecerem o destinatário do seu gesto, decidem dar uma parte de si para ajudar a salvar vidas e fazem de Guimarães um território mais solidário, mais humano e mais disponível para cuidar dos outros”, referiu.

Para o Presidente da Câmara, a força e o exemplo da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Guimarães demonstram que um concelho se afirma não apenas pela sua história, pelo seu património ou pela sua capacidade económica, mas também pela forma como cuida das pessoas. “É esta a ideia de comunidade em que acredito: um território de pessoas generosas, solidárias e disponíveis para cuidar dos outros. É essa Guimarães que queremos continuar a construir”, concluiu.

Alberto Manuel Gonçalves Mota, Presidente da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue, sublinhou “a necessidade de criar o hábito da dádiva regular para garantir reservas estáveis e seguras durante todo o ano”. Além disso, Alberto Mota, reforçou que é necessário “reforçar os meios humanos e profissionais afetos à colheita de sangue”.

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