Amares

Proposta do PS de Amares para construção de multiusos foi rejeitada pela maioria

O executivo municipal de Amares discutiu, hoje, em reunião de câmara, a proposta conjunta dos vereadores do PS de Amares e Terras de Bouro para a criação de uma equipa multidisciplinar com vista à construção de um centro Intermunicipal de Congressos, Cultura e Eventos que foi recusada pela maioria do PSD.

A 14 de maio, uma proposta com vista para a criação daquela infraestrutura foi apresentada pelos Vereadores socialistas Pedro Costa e Delfim Rodrigues (Amares) e Diogo Carrasqueiras Pereira (Terras de Bouro). A ideia explanada passava por constituir uma equipa que estudasse a viabilidade ou não de tal estrutura, incluindo locais de construção. “Queremos explorar todos os esforços possíveis para se aferir da viabilidade da construção do centro de congressos, que os municípios, por si só, não conseguem materializar”, referiu Pedro Costa.

Ao grupo de trabalho intermunicipal competiria realizar um estudo de viabilidade técnica e financeira, a localização estratégica ou o modelo de gestão partilhada. “Se preferimos ficar orgulhosamente sós, assumamos isso. Quando o senhor presidente suspendeu o concurso público do multiusos, eu apoiei e apoio a decisão. Se tiver solução para concretização desse multiusos dentro deste mandato, eu retiro a proposta”.

Álvaro Silva
O vereador independente, Álvaro Silva, começou por dizer que “sou favorável à cooperação intermunicipal e a investimentos conjuntos desde que criem benefícios efectivos para as populações”, acrescentando que “a iniciativa é relevante para a atratividade da região”. No entanto, “governar é fazer escolhas, definir prioridades e há desafios estruturais que exigem respostas diretas para a colmatar as necessidades das populações”.

Para o vereador, “em Amares há outras prioridades como a expansão do saneamento e rede de água, o aproveitamento do potencial do rios Cávado e Homem com a criação de praias fluviais e construção de passadiços”, por exemplo. O voto de abstenção é “voto de preferência por outras prioridades, de responsabilidade e rigor no uso dos dinheiros públicos”.

Rui Tomada
O outro vereador independente, Rui Tomada, referiu que “sou adepto das parcerias e há muito a fazer entre os dois municípios”, considerando que “a proposta deveria ter sido tratada de outra forma” e optou pela abstenção.

João Januário
Coube ao vice-presidente da câmara de Amares defendeu a posição contra a proposta, começando por esclarecer que “ninguém se está a pronunciar se vai haver um multiusos. Estamos a falar na criação de um grupo de trabalho”. Revelou que “em Terras de Bouro, a proposta foi retirada três vezes”.

João Januário considera que o documento não concretiza nada: “não sabemos quem vai compor a comissão, não diz onde vai ser a localização ou onde vamos buscar financiamento. Por isso, tenho dúvidas”.

Já o presidente da câmara, Emanuel Magalhães, “por uma questão de coerência”, justificou o seu voto: “não tiramos a toalha ao chão em relação ao multiusos e estamos à procura de financiamento. Temos uma proposta apresentada, um projeto pronto e uma localização”.

Declaração de voto
Pedro Costa fez uma declaração de voto começando por dizer que “em Terras de Bouro, adiaram a discussão porque ninguém quis ficar com o ónus do chumbo e pelos vistos, vocês vão ficar”. E foi muito duro: “vocês chumbaram a proposta porque é do PS, com outra sigla seria elogiada, discutida e aprovada. Vocês têm noção do que chumbaram? Chumbaram uma proposta para trabalhar, vocês não querem trabalhar, tudo bem. Vale do Homem tem sido desvalorizado pelos governos do PS e do PSD. E vocês continuam a querer ser da segunda divisão com uma visão de quintal. A vossa votação revelou quem somos: pequeninos”.

Deixe um comentário