Minho

Esposende investe 460 mil euros em novos passadiços na zona ribeirinha de Ofir

A Câmara de Esposende vai instalar novos passadiços e estruturas de visitação na zona ribeirinha de Ofir, uma empreitada adjudicada por 460 mil euros e que tem um prazo de execução de 120 dias, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o município refere que o início dos trabalhos está previsto para segunda-feira.

A intervenção abrange a instalação de percursos naturais, um miradouro, um observatório de avifauna e a estabilização do talude junto ao Clube Náutico de Fão.

Prevê a substituição dos atuais passadiços que seguem paralelos ao rio, até à restinga, contribuindo para melhorar a experiência de quem utilizar estes percursos.

Os novos percursos, com dois metros de largura, serão instalados sobre o paredão existente através de sistemas já testados no concelho, “garantindo a estabilidade das estruturas sem comprometer os ecossistemas envolventes”.

Nas zonas alagadas serão construídas três pontes, com um “desenho diferenciador, que valoriza a integração paisagística do percurso”.

O projeto contempla ainda a construção de um miradouro com 27 metros quadrados, equipado com bancos para contemplação da paisagem e de um observatório de avifauna assente numa plataforma circular com cinco metros de diâmetro, onde será implantada uma estrutura hemisférica, concebida para proporcionar uma “observação discreta” da fauna e da flora.

“Todos os materiais utilizados serão de origem natural, privilegiando a integração harmoniosa na paisagem e assegurando elevados padrões de durabilidade, segurança, sustentabilidade ambiental e qualidade construtiva”, assegura o município.

A empreitada inclui igualmente a requalificação dos acessos ao percurso, que serão adaptados às condições existentes, bem como a instalação de parques para bicicletas, ecopontos e painéis informativos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Esta iniciativa integra um projeto de recuperação e proteção de espécies e habitats sujeitos a impactos severos no estuário do Cávado, que significa um investimento global de 1,2 milhões de euros, financiado em 85% pelo Programa Norte 2030.

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