A Festa das colheitas em Vila Verde abriu portas para a sua 29ª Edição, que decorre até domingo, com algumas alterações em virtude da pandemia.
Na cerimónia de abertura, a Diretora Regional de Agricultura do Norte realçou o forte crescimento agrícola do concelho, sustentado pelos 25 milhões de euros investidos nos últimos cinco anos no concelho.
Segundo Carla Alves, o número de explorações agrícolas é de 1644 com uma média de três hectares. Destaque ainda para o crescimento dos pequenos frutos que passou dos 1,83 hectares para 83, os kiwis de 60 para 97 hectares e a vinha estabilizou nos 450 hectares.
Com menos explorações de bovinos, nos últimos dez anos aumentou a criação de coelhos e de galinhas e a apicultura passou das 229 colmeias para as 3200.
Num dos seus últimos atos públicos, o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, lembrou que nos últimos anos houve a intenção de “unir vontades para trazer inovação para a Festa das Colheitas”.
O autarca lamentou que o conhecimento agrícola dos mais novos seja pouco: “Há um trabalho a fazer para recuperar o conhecimento agrícola junto dos mais novos”.
Em Vila Verde instalaram-se 28 jovens agricultores nos últimos 10 anos, que “contribuíram para trazer uma visão diferente para a agricultura”.
“Está feira é uma homenagem aos agricultores, aos que resistiram, aos resilientes” referiu o autarca, para quem os agricultores são os “bordadores do território”.
O presidente da ATAHCA, José da Mota Alves, destacou a importância da feira para o desenvolvimento rural do concelho e pediu a Carla Alves a criação de apoio técnico de proximidade para os agricultores porque “não têm dinheiro para terem um técnico a tempo inteiro” e acabou a oferecer livros ao presidente da Câmara em exercício.
Ainda hoje, o recinto da feira recebe concertos de Rogério Braga e Sérgio Mirra Trio.
