O parque da Assureira, em Vilar da Veiga, onde está inserido o centenário Banco do Ramalho, passa, a partir de hoje, a estar disponível para usufruto da população. O investimento de 260 mil euros, divididos por quatro projetos, tornou o local acessível a todos e com uma vista privilegiada para o monte e água.
O presidente da câmara de Terras de Bouro começou por explicar os quatro projetos desenvolvidos na Assureira: “primeiro a requalificação do parque onde foi feito um protocolo com o ICNF para a cedência do espaço do parque à câmara municipal e junta de freguesia durante 25 anos; depois fizemos um projeto para a requalificação do chalé em centro literário em homenagem a Ramalho Ortigão, já que neste parque está inserido o banco do Ramalho; temos um espaço de plantas aromáticas e finalmente, através da CIM-Cávado, a criação de umas esculturas, espalhadas pelo parque”.

Manuel Tibo quer devolver “o parque à população, usufruindo de uma marca identitária de Vilar da Veiga, onde agora será possível descansar, ler”. As árvores, algumas deles únicas, foram identificadas e podem ser ‘lidas’ através de QR Code. “Esteve muitos anos ao abandono e no início do primeiro mandato elaboramos o projeto que, hoje, nos sentimos orgulhosos de estar concluído”.

Haverá um horário de abertura e fecho e de acesso gratuito. “Já temos uma pessoa a fazer a sua manutenção através de um Contrato de Emprego Inserção. As obras são bonitas, mas carecem de manutenção e é esse trabalho que está a desenvolvido”.
Centro Literário
O centro literário tem algumas obras do escritor Ramalho Ortigão que as pessoas podem ler. No entanto, a intenção da autarquia é ir mais longe: “com a procura dos livros dentro do centro literário que eles possam, depois, ficar espalhados pelo parque em mobiliário urbano existente para o feito”.

A responsável do ICNF, Sandra Sarmento, elogiou “a luta e a dedicação” do presidente da câmara que “nos inspira a encontrar soluções inovadoras para o seu território”. Por “diversos motivos”, o ICNF não tinha capacidade para requalificar o parque e “através de uma parceria com a câmara e a junta de freguesia foi possível colocar este espaço para o público”.
Sandra Sarmento lembrou que o parque da Assureira foi criado por técnicos florestais como laboratório para espécies arbóreas: “aqui foram colocadas árvores para serem analisadas seja na sua reação às condições climáticas, seja nas suas diferentes fases de desenvolvimento”. Árvores que se mantêm no parque “e são uma mais-valia”.
Para o ICNF, “com um propósito cultural foi possível associar a componente ambiental, enaltecendo a história deste espaço”.


