A presidente da Câmara de Vila Verde e Vice-Presidente da CIM-Cávado, Júlia Fernandes, presidiu, esta manhã, à inauguração da exposição ‘INPulsar no Cávado: Retratos de uma Viagem Videográfica’, criada a partir de atividades desenvolvidas por associações ligadas à deficiência dos seis concelhos que compõem a CIM-Cávado.
“Vocês são os heróis desta exposição” começou por dizer a autarca acrescentando que “abraçaram com entusiasmo este projeto que provocou a diferença naqueles que o abraçaram”.

A exposição patente no Altice Fórum Braga, até meados de Outubro, vai percorrer depois os outros cinco Municípios da CIM- Cávado. Júlia Fernandes deixou um desejo que o projeto “tenha continuidade porque causa impacto nas pessoas, nas nossas vidas, porque nos torna melhores, mais fortes, mais resilientes e por isso, não pode parar”.
A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado tem desenvolvido, com os Centros de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), de cada um dos Municípios do Cávado – Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde, o Programa InPulsar inserido no projeto “Cultura para Todos no Cávado”, cofinanciado pelo Programa Operacional Norte a 85% do FSE (Fundo Social Europeu).

Este Programa pretendeu promover um conjunto de ações de intervenção social com recurso a práticas artísticas, proporcionando um tempo e espaço de experimentação com recurso a diferentes modalidades de prática e expressão artística (dança, música, videodança, fotografia), funcionando como um laboratório centrado no abraço entre a dança, música e tecnologia.
A diretora artística do projeto, Ana Caridade, explicou que “estivemos mais de um ano no tereno a trabalho com eles, fizemos um trabalho de investigação para criar uma narrativa que unisse o Cávado”, uma “tarefa árdua”.

O projeto envolveu artesãos, pessoas que lidavam com a ancestralidade e com a cultura e depois nos CAO’s “trabalhamos ao nível da dança, mas fazendo com que experienciasse as tradições. Usamos o simbólico, com as águas do rio a cruzarem-se com as do mar, contando aquilo que viram”.
O trabalho começou em junho do ano passado, com a participação de seis CAO’s, um por Município, mas “fomos repescar a APCB, também”. Ao todo estiveram envolvidas 300 pessoas, 130 utentes dos CAO’s. As atividades englobaram a dança, a música e a fotografia que resultaram num vídeo e numa exposição de fotografia.
Ana Caridade espera que o projeto tenha continuidade,”portque só assim faz sentido. Coisas pontuais inclusão não surtem efeito, tem que haver um trabalho contínuo e que estas pessoas são marginalizadas tenham atividades adaptadas para eles”.

