Decorreu nos passados dias 3 e 4 de novembro, em Loulé, o IV Encontro Nacional de Limpeza Urbana, uma iniciativa da Associação Limpeza Urbana – Parceria para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis.
Subordinado ao tema “Roadmap para Cidades Competitivas e Atrativas”, este encontro reuniu cerca de 40 oradores nacionais e internacionais e mais de 500 participantes, demonstrando assim, a importância do estado da limpeza urbana como um ativo das cidades, tendo em conta que a limpeza urbana tem impacto na capacidade de atrair negócios (desde multinacionais a centros de negócios) de captar turismo e outras atividades.
Durante o encontro foi possível conhecer as oportunidades de financiamento da legislação nacional para a Limpeza Urbana e para os resíduos; saber as novidades decorrentes da diretiva Single-Use Plastics (SUP) nomeadamente a preparação da entidade gestora nacional; conhecer estratégias para acabar com os resíduos abandonados e boas práticas de sensibilização e mobilização da população. O debate foi, ainda, particularmente intenso em torno das mesas-redondas dedicadas à limpeza de ervas e da utilização de águas residuais para a limpeza urbana.
A sua intervenção inicial, o presidente da ALU, Luís Capão, reforçou a necessidade das políticas de gestão dos territórios integrar a limpeza urbana no planeamento e na estratégia de desenvolvimento. Reconhecendo já o impacto da limpeza urbana em todos os aspetos da vida das pessoas.
Por isso, o Encontro Nacional de Limpeza Urbana afirma-se já como um “fórum de aprendizagem” que conta também com abordagens das tecnologias mais avançadas: “A limpeza urbana é um fator determinante para cidades mais competitivas, para gerar mais riqueza e fixar mais cidadãos felizes”.
A limpeza urbana é sem dúvida um fator de valor acrescentado para as cidades, que tem um impacto na estrutura social, que aumenta o valor da propriedade privada e que oferece soluções inteligentes para a descarbonização do território. “O impacto da limpeza urbana é também muito significativo no turismo e esta devia ser mais considerada num país como Portugal, em que 10% da riqueza gerada depende desta atividade”.
“O nosso serviço principal é oferecer às entidades públicas e privadas um trabalho de organização do setor, valorizando o que todos os dias acontece à porta de todos nós e a que nem sempre damos valor, dando notoriedade aos homens e às mulheres que trabalham neste setor. Essa alteração de paradigma é uma grande inovação.”
Já o vice-presidente Rui Sá Morais, na cessão de encerramento destacou o facto de a Associação Limpeza Urbana ter criado uma rede colaborativa entre empresas e cidades, entre a oferta e a procura do setor. “É do permanente diálogo facilitado que nascem muitas vezes soluções.”, referiu.
É precisamente na forma de “governança” e de como a associação conseguiu “juntar todos os intervenientes” que a ALU se distingue: “Temos uma representatividade territorial que abrange já 18% da população portuguesa.
A Associação Limpeza Urbana – Parceria para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis é a primeira associação nacional especificamente dedicada ao tema da limpeza urbana. Regista hoje 49 associados entre municípios, juntas de freguesia, empresas municipais e empresas privadas fornecedoras de serviços e equipamentos, num total de mais de 1,8 milhão de habitantes abrangidos.
Criada no final de 2019, bem perto de uma crise pandémica, a ALU conseguiu, nestes três anos, “mudar a perceção pública” sobre a limpeza urbana e até a agenda política: “’Limpeza Urbana’ ou o lixo que é produzido nas cidades, a ‘competitividade’ e a ‘captação de valor acrescentado’ por via dos efeitos da Limpeza Urbana são palavras que estão agora no vocabulário dos decisores políticos a nível nacional”.
Após os sucessos destes encontros, o anterior realizado no ano passado em Braga, e o deste ano em Loulé, no final da sessão de encerramento houve ainda tempo para uma revelação: o V Encontro Nacional de Limpeza Urbana está já agendado para Outubro de 2023, e será realizado em Cascais, onde a Associação espera não só consolidar, mas também ampliar, o referido sucesso numa prova daquilo que tem sido a capacidade da Associação, de ser transversal em matéria territorial, no debate de ideias e de juntar num só espaço especialistas para debater o futuro da limpeza urbana”.
