O Lar de Santiago, em Caldelas, solicitou a alteração e ampliação do edifício existente para uma unidade de cuidados de saúde integrados. Uma resposta que não existe no concelho e que prevê a existência de 100 camas. No entanto, os Vereadores do PS, Pedo Costa e Valéria Silva abstiveram-se na votação por considerarem que “já há um projeto, do Centro Social de Lago, bastante maturado e que deveria ser priorizado”.
Pedro Costa criticou a postura da rede social do município, através do CLAS, que “não fez o seu papel”, ao não discutir a proposta nem ter dado a sua opinião: “faltou regular o processo”. É que se o tivesse feito, “saber-se-ia que existe um projeto da autoria do Centro Social de Lago, bastante maturado, que prevê a criação de uma unidade de cuidados continuados”.
Acrescente-se que o projeto de Lago, “é para todos, uma vez que deverá ter o apoio da Segurança Social”, enquanto em Caldelas, é estritamente privado: “o que vão fazer é depois de terem esta aprovação na mão, ir pedir o apoio público”. Para o socialista, uma unidade de cuidados continuados “é necessária” para o concelho e “o trabalho de décadas do Centro Social de Lago tem que ser salvaguardado porque é meritório e é para o concelho”.
Já o vereador Emanuel Magalhães que votou favoravelmente a proposta lembrou que “o importante é o Município ter respostas para as pessoas, evitando que os mais idosos vão para outros concelhos”.
O presidente da câmara, em jeito de resposta, esclareceu que o projeto de Lago estava projetado para 20 camas, “o que financeiramente não era viável e houve necessidade da sua reformulação”. Já o de Caldelas é para 100 camas. Manuel Moreira tem “dúvidas, que tal como está, o projeto de Lago seja aprovado”.
