Uma exposição e uma conferência destacam o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Integrada no ciclo ‘Conhecer Braga, através das suas instituições, dos ilustres bracarenses e do seu património’, a conferência está marcada para o próximo dia 31 de maio, às 18h00, tendo como oradores o Cónego José Paulo Abreu e Rui Ferreira.
Também até dia 31 de maio, a Biblioteca tem patente uma exposição bibliográfico e fotográfica sobre o Santuário do Sameiro que pode ser visitada no horário de expediente.
O grande obreiro do santuário foi o P. Martinho António Pereira da Silva, nascido em 1812, em Santiago da Cividade, cidade de Braga. Inebriado com a beleza do topo da montanha do Sameiro, o P. Martinho pensou implantar aí um monumento que perpetuasse o triunfo de Maria Imaculada e a memória da Definição Dogmática da Imaculada Conceição.
A partir de 1863, ergue-se um pedestal. Sobre ele viria a colocar-se uma escultura da Imaculada, arrancada a um bloco de mármore pelo escultor Emídio Carlos Amatucci. Os caminhos para o Sameiro não mais se fechariam.
Surge uma primeira capela, sagrada a 10 de agosto de 1877. Entretanto, em Roma, o escultor Eugénio Maccagnani vai gerando, com maestria e arte, a belíssima escultura de Nossa Senhora do Sameiro, que chega a Braga no ano de 1878, ficando por dois anos na Igreja do Pópulo. Essa belíssima imagem, benzida pelo Papa Pio IX, chegará ao Sameiro, rodeada de povo e devoção, a 29 de agosto do ano de 1880.
Em 1883, a escultura de mármore existente no exterior da capela ruiu (foi dinamitada). Nem isso, porém, fez arrefecer a devoção dos fiéis: três anos e meio após o derrube, um novo monumento se ergue, com a escultura da Imaculada. Tornando-se pequena a capela acima referida, tantos os peregrinos que à Virgem do Sameiro acorriam, em breve se colocaria a primeira pedra do templo que chegou até nós. As obras iniciam-se em 1890 e terminam em 1953.
É hoje o segundo maior centro de devoção mariana em Portugal, pelo que é local de visita imperiosa na capital minhota.
